terça-feira, 22 de dezembro de 2009

O PERFUME – A HISTÓRIA DE UM ASSASSINO

"Alguns críticos dizem que o falecido vocalista da banda de rock Nirvana usou trechos do livro de Süskind como inspiração, na época da composição do disco “In Utero” (1993), tanto que a música "Scentless Appretince" foi baseada nesse livro."
Por Elenilson Nascimento
Eu já tinha esse livro na minha biblioteca desde 2001, quando o comprei numa livraria na rodoviaria de Porto Alegre, mas nunca tive curiosidade de fazer uma leitura cuidadosa pois sempre tinha outros na frente. Mas, independente da minha falta de atenção, “O Perfume – A História de um Assassino” (lançado em 1985) foi considerado o livro da década de 80 na Alemanha. E só depois que alguém apareceu aqui em casa fazendo propaganda com estardalhaço do filme é que tive vontade de ler e acabei devorando (várias vezes) a obra de Patrick Süskind – um alemão careca de 57 anos e com nome de comida japonesa – que atualmente vive na Alemanha, raramente dá entrevistas ou aparece em público e ainda prefere levar uma vida isolada.
Contudo, antes mesmo de abrir o livro, já me intrigava com o seu título. E me perguntei: qual o rosto escondido por trás da máscara do protagonista? (ou seria melhor dizer antagonista?) Por que “O Perfume” como título de livro? Segundo os bastidores da música, até o Kurt Cobain era fã desse livro. Alguns críticos dizem que o falecido vocalista da banda de rock Nirvana usou trechos do livro de Süskind como inspiração, na época da composição do disco “In Utero” (1993), tanto que a música "Scentless Appretince" foi baseada nesse livro.
Esse romance escrito por Süskind conta a história de Jean-Baptiste, um rapaz que possui um olfato extraordinariamente apurado mas que não possui cheiro próprio, nem pudores, nem limites. O autor, por sua vez, fez um trabalho memorável ao descrever a Paris do século XVIII que é o cenário que nasce Jean-Baptiste – abandonado por sua própria mãe em meio às tripas de peixes, podridão e ratos (*veja o vídeo do filme logo abaixo). E quando acham seu corpo levam-no para um orfanato aonde, tempos depois, o menino cresce e todos que têm contato com ele acham-no repulsivo de uma forma estranha.
Mas o que ninguém percebe é que o corpo de Jean-Baptiste não tinha um aroma, e essa distinção é tão sutil que ninguém percebe diretamente na obra. A falta de cheiro de Jean-Baptiste pode ser vista mais tarde como um representante de sua falta de moral em um mundo no qual o amoral e o ético lutam para achar um denominador comum.
O excelente ator Ben Whishaw interpretando Jean-Baptiste, no filme dirigido por Tom Tykwer.
O ENREDO – Durante toda a sua vida Jean-Baptiste teve vários acidentes, doenças e chagas. Trabalhou como aprendiz de curtidor e depois como aprendiz de perfumista. Sua obsessão com cheiros é tanta e tão absoluta que, então com 14 anos, ele apresenta a si mesmo a um proeminente – porém falido – perfumista (Baldini) que o ensina a arte anciã de misturar óleos, dissecar e isolar aromas, e reduzir flores e ervas a seus óleos essenciais.
Um dia Jean-Baptiste encontra uma linda jovem de 12 anos com um perfume natural totalmente diferente de todos os outros que ele guardava na memória, e acabará por matá-la por assidente, com as suas próprias mãos, de tanto desejar apoderar-se do seu odor. Mas, esta jovem é apenas uma das muitas jovens que o protagonista mata (acho que 26 no total), em busca do perfume perfeito.
Jean-Baptiste é capaz de evocar as mais diferentes emoções no leitor, desde simpatia, curiosidade, repulsa e ódio, que mostra um profundo autismo ao aprender cheiros diferentes à sua volta como a maioria das crianças aprende o alfabeto, ou contam números no jardim de infância. Dessa forma, ele passa seus dias identificando e organizando os cheiros em seu mundo particular – parece um autista.

MUNDO DOS PERFUMES – A ação divide-se entre o mundo dos perfumes que serve para encobrir o mundo dos fedores, dos crimes, das mentiras e da hipocrisia que caracterizam a cidade de Paris no século XVIII – muito parecida com o que atualmente vivemos no Brasil com as suas CPIs. O livro, até pouco tempo considerado inadaptável para a linguagem cinematográfica, foi transformado em filme no ano passado (*confira o cartaz ao lado) pelo também alemão Tom Tykwer (de “Corra, Lola, Corra” ) e, segundo vários sites de cinema, o próprio Süskind negociou os direitos de filmagem com o produtor.
O filme contou com um elenco de celebridades, tais como o maravilhoso Dustin Hoffman, de belas mulheres, de uma bela fotografia e de um roteiro muito interessante. Jean-Baptiste foi interpretado pelo até então desconhecido ator Ben Whishaw. O orçamento da produção extrapolou o valor de 50 milhões de euros, segundo informações contidas no site da Deustche Welle, mas valeu a pena: o filme ficou muito bom.
SUI GENERIS – Quando os críticos e leitores sentiram pela primeira vez o aroma de “O Perfume” em 1985, ele prontamente tornou-se um best-seller internacional sendo traduzido para 37 línguas diferentes. O livro de Süskind é sui generis : meio horror, meio suspense, meio ficção histórica, meio erótico, meio repulsivo, meio romance, meio melancólico. Ao mesmo tempo que oferece muitos insights na mente do criminoso insano, também especula sobre o papel que o senso comum tem em nossas vidas.
Contudo “O Perfume” é, sem dúvida, um romance muito estranho. Mais inquietante ainda é o fato de Jean-Baptiste ser desprovido de odor corporal, o que leva a sociedade a encará-lo com um misto de indiferença e mistério. Curioso é a maneira como o autor utilizou para descrever alguns personagens: o tosco Druot , que cheira a esperma e suor; as mulheres plácidas, feitas de mel escuro; Madame Arnulfi , a viúva cheia de vitalidade; e as virgens mortas de membros carnudos, lisos e firmes.
Todo este mundo irreal e de certa forma sobrenatural acaba por ser um pretexto que o autor utiliza engenhosamente a fim de explorar as paixões básicas que movem a humanidade: o erotismo, o poder, a necessidade de afirmação e a procura de si próprio, retratada aqui na busca do perfume ideal . E embora esta seja a história de um assassino, o próprio subtítulo o indica, os crimes acabam por diluir-se, como que desculpados pela pureza das intenções destituídas de qualquer tipo de moralidade. É por este motivo que o fim deixa um travo amargo, já que não se retiram conclusões e só a dúvida fica no ar.
MENTES ABERTAS – Apesar de muita coisa do livro ter sido dispensada na versão cinematográfica, “O Perfume” é um livro que deve ser degustado de mente aberta, deixando de lado preconceitos e juízos de valor, porque só assim se poderá apreender a beleza de caráter mórbido que se desprende das páginas e a crítica subjacente: quantos são frágeis e dependentes do “eu animal”.
Aquela parte onde o autor explica que o senhor Richis desejava ardentemente a sua própria filha, Laure, a ruiva, que ele desejava “deitar-se junto a ela, sobre ela, dentro dela, com toda a sua concupiscência e todo o seu desejo. E ele ficava a suar, e o os membros tremiam, enquanto sufocava em si esse horrendo desejo e se curvava na direção dela, para acordá-la em um casto beijo paternal” é de deixar os puritanos de cabelos em pé. E eu, como sempre, achei muito excitante.
No final da história, Jean-Baptiste volta a Paris e é partido aos bocados e comido por pessoas devido ao efeito do perfume que tinha derramado por todo o corpo: um final trágico para o protagonista. E q ual o significado desta morte horrível? Pode-se ter a falsa impressão de que o autor queira afirmar que os idealistas são consumidos pelas massas ou pela podridão que o sistema produz. Mas as últimas linhas do texto fazem pensar em algo diferente: “ ...seus corações estavam bem leves(...) . Pela primeira vez , haviam feito algo por amor.” (“O PERFUME – A História de um Assassino” de Patrick Süskind, traduzido por Flávio R. Kothe, 255 pág. 1985 - Editora Record)
>>> Agora, um presentão de Natal. O maravilhoso filme para você baixar e guardar desse livro estupendo. No enredo, numa Paris de 1738, Jean-Baptiste Grenouille (Ben Whishaw) nasce em um mercado de peixe, onde sua mãe trabalhava como vendedora. Ela o tinha abandonado, mas o choro de Jean-Baptiste faz com que seja descoberto pelos presentes na feira. Isto também faz com que sua mãe seja presa e condenada à morte. Entregue aos cuidados da Madame Gaillard (Sian Thomas), que explora crianças órfãs, Jean-Baptiste cresce e logo descobre que possui um dom incomum: ele é capaz de diferenciar os mais diversos odores à sua volta. Intrigado, Jean-Baptiste logo demonstra vontade de conhecer todos os odores existentes, conseguindo diferenciá-los mesmo que estejam longe do local em que está. Já adulto, ele torna-se aprendiz na perfumaria de Giuseppe Baldini (Dustin Hoffman), que passa por um período de pouca clientela. Logo Jean-Baptiste supera Baldini e, criando novos perfumes, revitaliza a perfumaria. Jean-Baptiste cada vez mais se interessa em manter o odor de forma permanente, o que faz com que busque meios que possibilitem que seu sonho se torne realidade. Só que, em suas experiências, ele passa a tentar capturar o odor dos próprios seres humanos. Áudio: inglês, legendas: português, duração: 147 min, qualidade: DVDRip, servidor: Rapidshare (6 partes):
>>> Parte 1 <<<
>>> Parte 2 <<<
>>> Parte 3 <<<
>>> Parte 4 <<<
>>> Parte 5 <<<
>>> Parte 6 <<<
download: Sebastian Valmont/Laranja Psicodélica
fonte: E. Nascimento, O Rebate – 28/08/08

domingo, 20 de dezembro de 2009

A VIDA SEXUAL DOS ÍDOLOS DE HOLLYWOOD

"Sexo dá prazer, constrói fortunas e destrói reputações. Mas sexo também rende filmes, incendeia bastidores, revela estrelas e fornece combustível para escândalos envolvendo celebridades."

Por Elenilson Nascimento

O glamour de Hollywood. Astros e estrelas. Anos que eu gostaria muito de ter vivenciado. Dinheiro, aliás, muito dinheiro. Poder, sexo, lágrimas, sedução, orgias. Tudo isso sempre fascinou as pessoas. E o que falar da vida sexual desses ídolos? Loucas paixões tórridas, casamentos badalados ou divórcios realizados às escondidas e às pressas, homossexualismo poucas vezes assumido (ou escancarados) e muitas vezes disfarçado, sexo em troca de contratos milionários. Nada disso era ficção: era gente em carne e osso.
O fascínio começa já na bilheteria, mas é só ao apagar das luzes que a verdadeira mágica acontece. Na mais completa escuridão, somos tragados pela grande tela branca e passamos a nos relacionar intimamente com pessoas até então desconhecidas, vivendo a fantasia de suas vidas como se fôssemos parte delas.
Mas quem são essas pessoas? Fora das telas são o que parecem ser? Quanto do que vivem não é apenas uma tentativa de realizar os sonhos que concretizam nas telas? Muitos dos atores e atrizes se tornam tão encantados por suas imagens quanto nós, seus espectadores. De certa forma, são irreais até para si próprios, pois têm de aprender a difícil arte de equilibrar o que são com o que os espectadores acreditam que sejam. Prova disso, é o sucesso de programas como o Big Brother, onde milhões de pessoas diariamente “perdem tempo” assistindo das suas confortáveis poltronas as patéticas cenas dos até então desconhecidos, agora, “celebridades fabricadas”, meticulosamente jogadas na tela para dar pão e circo ao povo.

Segundo o autor, Marilyn Monroe (linda e loura) alcançou o topo distribuindo favores sexuais desde produtores, diretores renomados, fotógrafos e também, aos mais desconhecidos: porteiros, ajudantes de limpeza, motoristas, etc.

No cinema, por sua vez, os artistas são cada vez mais exaltados pelo público, perseguidos pela imprensa, controlados severamente pelos estúdios. Desde o início, talvez as atividades mais interessantes dos atores e atrizes estivessem nos bastidores, fora do alcance dos curiosos. Onde poderiam exercer seu real papel.
E é nesta tola ilusão que criamos nossos próprios personagens e os confundimos com pessoas reais, querendo crer que a ilusão é muito melhor do que a realidade. Nigel Cawthorne, ao escrever “A Vida Sexual dos Ídolos de Hollywood”, o primeiro livro de uma trilogia (tem ainda “A Vida Sexual dos Papas” - que estou lendo agora e em breve também vou postar uma resenha - e “A Vida Sexual dos Ditadores”) usou o termo ILUSÃO como a primeira palavra em seu livro, arrancando-nos de volta da grande tela branca e nos surpreendendo com a realidade de histórias nada românticas, num mundo em que a inocência se esgota nas telas.

Grace Kelly (foto ao lado), antes de se tornar a princesa de Mônaco, já era uma reconhecida ninfomaníaca. Isso sem contar as traições, os jogos de cena, os casos escandalosos e as paixões avassaladoras envolvendo estes e muitos outros astros.

Sexo dá prazer, constrói fortunas e destrói reputações, Bill Clinton que o diga. Mas sexo também rende filmes, incendeia bastidores, revela estrelas e fornece combustível para escândalos envolvendo celebridades. É assim hoje, e foi muito mais nos áureos tempos de Hollywood, quando fazer o teste do sofá (como muitas vezes foi colocado no livro) era só o primeiro - e, às vezes, decisivo degrau para iniciar uma carreira cinematográfica. Esse expediente, no entanto, é o dado mais ameno que o jornalista inglês Cawthorne revela em "A Vida Sexual dos Ídolos de Hollywood". No livro, ele escancara sem pudores a intimidade de vários dos maiores ícones da história do cinema, e se põe tanto a demolir mitos como atestar outros. Veja só alguns exemplos:
+ Charlie Chaplin (foto ao lado), que encarnava o eterno palhaço sensível nas telas, é descrito na obra como um maníaco louco por ninfetas. Considerado “bem-dotado”, chamava seu próprio pênis de a “oitava maravilha do mundo” e ainda se considerava uma máquina sexual. Ele ainda se gabava de ser capaz de ter cinco ou seis orgasmos seguidos. Segundo o autor, uma das suas muitas esposas se dedicava metodicamente ao registro, em detalhes picantes num diário, de todos os fatos da vida sexual do casal, entre eles: as preferências mais bizarras do seu esposo, a atuação de uma outra mulher entre eles, filmar suas relações sexuais e mostrá-las diante de uma platéia. O último casamento de Chaplin foi quando ele já tinha 55 anos e a sua noiva, 17 anos, com quem teve oito filhos. O último nasceu quando Chaplin já estava na casa dos setenta anos. + Alla Nazimova, a primeira deusa do cinema mudo de Hollywood, na verdade era lésbica, mas nem por isso foi dispensada do “teste do sofá” e também foi uma das amantes de Joseph Kennedy, o patriarca da família Kennedy. + Marion Morrison, tornou-se conhecido mundialmente com o nome de John Wayne, mas muito antes disso, quando ainda era um desconhecido jogador de futebol americano, fazia trabalhos “extras” na cama da atriz Clara Bow (atriz conhecida pela sua extensa lista de amantes).
+ Rodolfo Valentino (foto ao lado) tomou muitas surras dos pais das meninas que seduzia na sua adolescência. Visto sempre como o maior amante do mundo, foi garoto de programa e casado com duas lésbicas. Quando ele morreu, em Nova York, uma multidão de doze mil pessoas, quase todas mulheres, bloqueou as ruas em volta do local do velório. + Greta Garbo, até hoje alvo dos desejos masculinos, gostava mesmo era de “brincar” tanto com meninos quanto como meninas.
+ Errol Flynn (foto ao lado) foi o maior de todos os heróis de capa-e-espada. Ele dizia ter passado entre doze e quatro mil noites fazendo sexo (entre homens e mulheres). Em uma de suas viagens a Nova York, ele encontrou um jovem escritor iniciante, Truman Capote, que viria a ser um dos mais notórios homossexuais da vida artística americana. Anos mais tarde, Marylin Monroe perguntou a Capote se achara a experiência com Flynn satisfatória e ele lhe respondeu: “Se não tivesse sido Errol Flynn, nem mesmo a lembraria”. Flynn também teve um tórrido caso com a Evita Perón. Quando o presidente Perón descobriu tudo, ordenou-o que saísse do país em 24 horas, senão seria encontrado morto em seu quarto de hotel.
+ Marlene Dietrich, rival de Garbo em Hollywood, era frequentadora de bares gays e circulava pelas camas de diretores, assistentes de produção, atores e atrizes.
+ Rock Hudson e Cary Grant, apesar das aparências, gostavam dos rapazes.
Os próprios donos dos estúdios estimulavam seus contratados a manterem romances na vida real, pois isso ajudava na divulgação dos filmes. Mais do que uma ode à indiscrição, o livro de Cawthorne prova que os astros também são feitos de carne e osso. Tão belos, ricos, famosos e, aparentemente, inatingíveis, eles se revelavam tão fracos quanto qualquer um quando o assunto era prazer e amor, se deixando levar pelas tentações e oportunidades. Ao mesmo tempo, a obra dá a dimensão da luxúria (adoro esse tema) que dominava (e ainda domina) Hollywood, onde ninguém era de ninguém. Um belo par de seios era o suficiente para arranjar um contrato com um estúdio, e fama era o melhor dos afrodisíacos. Ainda assim, era preciso manter as aparências. Para o público, aqueles seres na tela eram castos e perfeitos também fora dela. Mas a máscara caiu. Os ídolos estão nus - literalmente.
+ Confira alguns trechos:
James Dean (foto ao lado) - “Acabou conhecendo o diretor de TV Rogers Brackett, amigo íntimo do notório agente de Rock Hudson, Henry Willson, e foi morar com ele. Para sua incrédula agente, Isabelle Draesemer, Dean declarou que os dois dormiriam em camas separadas. Não era verdade. Brackett foi mais explícito: ‘Se era uma relação de pai para filho, também era incestuosa. Eu o amava e era correspondido’.”
Grace Kelly - “Grace ficou apavorada com o exame e telefonou para Don Richardson. ‘Ela estava histérica com a possibilidade de os exames revelarem que não era virgem, porque o príncipe pensava que fosse’, revelou Richardson. ‘Ela me disse que explicou aos médicos que seu hímen fora partido num jogo de hóquei na escola.’”
Cary Grant - “Durante um almoço no estúdio, conheceu o ator Randolph Scott, protegido, e segundo se sabia, amante do milionário Howard Hughes. A atração foi imediata e recíproca. Scott mudou-se em seguida para o apartamento de Grant. Não era comum dois jovens e belos atores viverem juntos e os mexericos se espalharam. Eles nada faziam para desmenti-los, aparecendo juntos, e sem mulheres, nas estréias.”
Marilyn Monroe - “Na Twentieth Century, uma de suas funções era participar das chamadas ‘festas promocionais’, que não passavam de noitadas de pôquer, bebidas e sexo. Esperava-se das atrizes que fizessem o papel de anfitriãs. Quando um dos jogadores apontava para seu prato, uma das garotas devia lhe trazer um sanduíche (...). Se apontasse para sua braguilha, ela devia ajoelhar-se debaixo da mesa e prestar-se a um serviço mais íntimo. (...) Marilyn era especialmente dotada para isso.” (A VIDA SEXUAL DOS ÍDOLOS DE HOLLYWOOD (Sex Lives of the Hollywood Golddesses - Sex Lives of the Hollywood Idols) de Nigel Cawthorne, 358 págs. Rio de Janeiro, 2003 – Editora Prestígio).
>>> Agora, baixe o excelente filme/documentário “O Outro Lado de Hollywood” sobre como a homossexualidade foi abordada no cinema americano desde seus primórdios, assim como referências GLS nos filmes que nem você imaginava que existissem. Instigante e completo, o filme foi premiado no Sundance Festival, e daí começou sua carreira de sucesso em festivais por todo o mundo. Os diretores Rob Epstein e Jeffrey Friedman, sócios na Telling Pictures, vêm de uma carreira de sucesso e Rob sempre fez filmes de conteúdo GLS. Seu primeiro Oscar foi ganho com o documentário The Times of Harvey Milk, sobre a vida do ativista homossexual. O filme tem narração de Lily Tomlin, atriz lésbica assumida, e participações especiais em entrevistas de Tom Hanks, Susan Sarandon, Whoopi Goldberg, Tony Curtis e Shirley MacLaine. Formato: RMVB, áudio: inglês, legendas: português/BR (embutidas), duração: 115 min, partes: 4 e servidor: Rapidshare.
>>> Parte 1 <<<
>>> Parte 2 <<<
>>> Parte 3 <<<
>>> Parte 4 <<<
fonte download: Jack Frost/Laranja Psicodélica
fonte: E. Nascimento, O Rebate - 15/07/08
+ Resenha anteriormente publicada no portal Literatura Clandestina, Boca de Brasa, Portal GLX e no My Space.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

GUERRA E PAZ

“A riqueza e realismo de seus detalhes assim como suas numerosas descrições psicológicas fazem com que seja considerado um dos maiores livros da História da Literatura, mesmo assim suas páginas talvez sejam são muito difíceis para leitores de livro de auto-ajuda.”
Por Elenilson Nascimento
O livro “Guerra e Paz” é um dos mais famosos romances escrito por Leon Tolstói que foi publicado entre 1865 e 1869 no jornal “Russkii Vestnik”, um periódico da época. É uma das obras mais volumosas da história da literatura universal e, talvez por causa disso, muitos não encaram a leitura. O livro narra a história da Rússia à época de Napoleão Bonaparte. Tolstói desenvolve no livro uma teoria fatalista da História, onde o livre-arbítrio não teria mais que uma importância menor e onde todos os acontecimentos só obedeceriam a um determinismo histórico irrelutável. E por isso mesmo “Guerra e Paz” criou um novo gênero de ficção.
A novela conta a história de cinco famílias aristocráticas e o vínculo de suas vidas pessoais com a História de 1805-1813, principalmente com a invasão da Rússia pelo já citado Napoleão em 1812. A riqueza e realismo de seus detalhes assim como suas numerosas descrições psicológicas fazem com que seja considerado um dos maiores livros da História da Literatura, mesmo assim suas páginas talvez sejam são muito difíceis para leitores de livro de auto-ajuda.
Apesar de atualmente ser considerada um romance, esta obra quebrou tantos códigos dos romances da época que diversos críticos não a consideraram como tal. O próprio Tolstói considerava "Ana Karenina" (1878) como sua primeira tentativa de romance, no sentido aceito na Europa. Uma lenda urbana afirma que o sentido real do título do livro seria “A Guerra e o Mundo”. As palavras "PAZ" e "MUNDO" eram efetivamente homônimas em russo, escrevendo-se de maneira idêntica desde a reforma ortográfica russa de 1918. No entanto, o próprio Tolstói traduzia o título em francês da obra como “La Guerre et la Paix” ("A Guerra e a Paz"). De fato, Tolstói encontrou tardiamente este título, inspirando-se em uma obra do teórico anarquista socialista francês Pierre Joseph Proudhon (“La Guerre et la Paix”, 1861), que encontrou em Bruxelles em 1861.
O primeiro rascunho de "Guerra e Paz" foi completada em 1863. Quando a versão publicada foi terminada, cerca de um terço de todo o trabalho já havia sido publicado em uma revista literária, com o título "1805". Mas Tolstói não estava satisfeito com o final e reescreveu a novela integralmente entre 1866 e 1869. Esta nova versão foi depois publicada como a novela oficial sob o título "Guerra e Paz".
Ele, no entanto, não destruiu o manuscrito original, que foi editado na Rússia em 1983. A primeira versão é diferente desta em vários aspectos, especialmente no contundente "final feliz".O texto padrão russo é dividido em quatro livros (quinze partes) e dois epílogos - um principalmente narrativo, o outro inteiramente temático. Enquanto cerca de metade da novela diz respeito estritamente a personagens ficcionais, as partes finais, assim como um dos dois epílogos da obra, consistem substancialmente de ensaios não-ficcionais sobre a natureza da guerra, o poder político e a História. Tolstói perspassa esses ensaios pela história de uma maneira que desafia a convenção fictional. Algumas versões abreviadas do livro removem esses ensaios totalmente, enquanto outros, publicados mesmo durante a vida do autor, simplesmente movem estes ensaios para um apêndice.
No entanto, seria totalmente falso acreditar que "Guerra e Paz" trate apenas das relações franco-russas à época. Além das batalhas, Tolstói descreve com bastante cuidado e precisão os milhares de nobres da Rússia czarista, abordando diversos temas então em moda; a questão dos servos, as sociedades secretas e a guerra. (“GUERRA E PAZ” de Leon Tolstoi, romance, 1340 págs. Ediouro – 1869)
>>> Foi produzido uma série para televisão baseada na obra-prima “Guerra e Paz”. Porém, “Guerra e Paz” já havia sido levado aos cinemas pela primeira vez em 1915 e, desde então, várias adaptações para teatro, ópera, cinema e rádio já foram produzidas. Esta nova versão, dirigida por Robert Dornhelm, teve o vultuoso orçamento de US$30 milhões e contou com a participação de 7 países (Rússia, Estados Unidos, Itália, Alemanha, França, Espanha e Polônia) em sua produção. Fazem parte do elenco atores e atrizes com grande experiência no cinema e em seriados, destacando-se os nomes de Malcolm McDowell (“Laranja Mecânica” e do excelente “Calígula”), Clémence Poésy (“Harry Potter e o Cálice de Fogo”) e Alexander Beyer (“Adeus, Lênin!”). Formato: RMVB, áudio: inglês e russo, legendas: português/BR (embutidas), duração: 480 min. A série foi dividida em 10 partes pelo servidor: Rapidshare.
Episódio 1
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Episódio 2
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Episódio 3
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fonte do download: Jack Frost/Laranja Psicodélica

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

LIVROS INFANTIS DE MADONNA

"Mas para quem não sabe a estrela Madonna também é escritora de livros infantis. Os primeiros dois livros da cantora pop ‘As Rosas Inglesas’ e ‘As maçãs do Sr. Peabody’ estiveram durante quase 20 semanas nos primeiros lugares dos mais vendidos."Por Elenilson Nascimento
Muito já se falou e tem se falado sobre esse mito da música pop chamado Madonna. Biografias a seu respeito é o que não faltam por aí, espalhadas em qualquer veículo de informação. No blog Sedentário Hiperativo existe um post sobre o livro "Sex Book" (1992) que causou uma imensa polêmica na época por causa das imagens e textos picantes das muitas fantasias eróticas e amorosas que a cantora resolveu por em um livro. O trabalho foi um complemento de uma espécie de trilogia que a cantora lançou ao longo do ano de 92 junto com o CD "Erotica" e o filme "Corpo em Evidência" todos com um forte apelo sensual e sexy em seus conteúdos.
Mas para quem não sabe Madonna também é escritora de livros infantis. Os primeiros dois livros da cantora pop ‘As Rosas Inglesas’ e ‘As maçãs do Sr. Peabody’ estiveram durante quase 20 semanas nos primeiros lugares dos mais vendidos. Em 15 de setembro de 2003 Madonna lançou seu primeiro livro infantil, “The English Roses” ("As Rosas...") que se tornou um estrondoso sucesso de vendagem para uma escritora infantil de primeira viagem! O livro em seu lançamento já foi o número um no Bestseller List de livros infantis do New York Times, e permaneceu como primeirocolocado por expressivas oito semanas! Hoje o livro já está em mais de 110 países e em 40 línguas!
A seguir vieram ‘Yakov e os Sete Ladrões’ e ‘As Aventuras de Abdi’; seu último e quinto livro "Lotsa de Casha" (com o titulo ‘Pipas de Massa’, em Portugal) narra a historia de um cão que apesar de muito rico vive infeliz. O livro foi publicado em 37 idiomas e lançados em mais de 110 países, e faz parte da coleção ‘No ritmo das letras’. Todos os livros de Madonna são dirigidos às crianças com mais de 6 anos. Uma curiosidade, o ultimo livro ‘Lotsa de Casha’ recebeu em cada país um nome diferente. Na versão portuguesa de ‘Pipa de Massa’ teve ilustrações do pintor português Rui Paes e tradução de Miguel e Susana Serras Pereira.
Além de tudo isso, o blog Holiday Share, do Inco Muller, lançou o CD “Once Upon A Time...” que é uma coletânea com os áudios book dos 5 livros infantis que Madonna escreveu. Sua coleção de livros pode ser denominadas como a primeira coleção de livros infantis cabalísticos! Pois em cada história Madonna acrescenta lições que vem aprendendo desde que começou a estudar a cabala. “Mr. Peabody´s Appels” e “Yakov And The Seven Thieves” também foram número um no New York Times. Agora, trazemos para vocês mais essa raridade. A própria Madonna contando historinhas exclusivamente para você:
fonte dos livros: Madonna Serbia
fonte dos áudios: Holiday Share
fotos: divulgação

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

A REVOLUÇÃO DOS BICHOS

"Essa história da expulsão do “humano” Jones da Granja do Solar até a "transformação completa” do porco Napoleão em "humano" fez com que muitos considerassem esse livro uma obra de cunho extremista e de muito mal gosto."
Por Elenilson Nascimento
Em primeiro lugar, infelizmente, queria confessar aqui que eu só havia lido o maravilhoso “1984” (*livro que cunhou o conceito e o nome “Big Brother”), do maravilhoso escritor inglês George Orwell, por total incompetência de procurar nas livrarias e bibliotecas outras obras do autor. Orwell simboliza os dilemas vivenciados pelo intelectual que se engaja nas lutas sociais adotando uma perspectiva ideológica à esquerda: silenciar ou correr o risco de ser utilizado enquanto arma teórica contra as idéias igualitárias da esquerda. Teórico isso? Mas “esse cara” foi “o cara” em todos os sentidos.
Sabe aquela música de Caetano, dos anos 70: “Ah que esse cara tem me consumido/A mim e a tudo que eu quis/Com seus olhinhos infantis/Como os olhos de um bandido...”. Pois é. É exatamente isso o que eu sentir depois de ter lido “A Revolução dos Bichos” de Orwell. E tenho quase certeza que o Chico Buarque bebeu da mesma fonte quando compôs “Os Saltimbancos” (1977) – CLIQUE AQUI e ouça. Mas não por acaso, a obra orwelliana atrai simpatias e, para o crítico que se coloca no campo da esquerda e do socialismo, como eu tento ser, impõe o discernimento do seu alcance e caráter.
Em “A Revolução dos Bichos”, a opressão (*tema tão discutido durante as revoluções burguesas e uma das questões abordadas na Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, criada em agosto de 1789, durante o fervor inicial do movimento que havia derrubado a Bastilha e que, algum tempo depois levaria Luís XVI a guilhotina), se tornou uma das bases que justificam o “levante dos animais da Granja do Solar” contra seu proprietário, o nefasto e violento Sr. Jones.
"Então, camaradas, qual é a natureza da nossa vida? Enfrentemos a realidade: nossa vida é miserável, trabalhosa e curta. Nascemos, recebemos o mínimo de alimento necessário para continuar respirando e os que podem trabalhar são forçados a fazê-lo até a última parcela de suas forças; no instante em que nossa utilidade acaba, trucidam-nos com hedionda crueldade. Nenhum animal, na Inglaterra, sabe o que é felicidade ou lazer, após completar um ano de vida. Nenhum animal, na Inglaterra, é livre. A vida de um animal é feita de miséria e escravidão: essa é a verdade nua e crua.”
Então, essa história da expulsão do “humano” Jones da Granja do Solar até a "transformação completa” do porco Napoleão em "humano" fez com que muitos considerassem esse livro uma obra de cunho extremista e de muito mal gosto. Não faltarão democratas, elitistas, autoritários, professores, pseudo-intelectuais e liberais panfletários de última hora, reduzindo a obra de uma simples (*mas muito bem escrita) crítica antiautoritária e anticapitalista à crítica ao socialismo em geral. Lamentável essas opiniões.
Mas na Granja do Solar, situada perto da cidade de Willingdon (Inglaterra), viviam os tais bichos (cavalos, porcos, galinhas, coelhos, vacas e por aí vai) que como dono tinham o intransigente Sr. Jones que, como tal, explorava o trabalho animal em benefício próprio, para acumular capital. Em troca dos serviços prestados, ele pagava com a alimentação, que nem sempre era boa e suficiente. Temos aí o retrato de uma sociedade capitalista: quem mais trabalha é quem menos ganha.
Então, certa noite, o Velho Major (porco) teve um sonho estranho, sobre uma “revolução em que os bichos seriam auto-suficientes, sendo todos iguais”. Era o princípio da tal revolução, do que eles chamaram de Animalismo, com letreiro na parede e tudo, onde se via:
"OS SETE MANDAMENTOS
Qualquer coisa que ande sobre duas pernas é inimigo.
O que ande sobre quatro pernas, ou tenha asas, é amigo.
Nenhum animal usará roupa.
Nenhum animal dormirá em cama.
Nenhum animal beberá álcool.
Nenhum animal matará outro animal.
Todos os animais são iguais."

Entretanto o Velho Major morreu, mas mesmo assim os animais colocaram em prática a idéia do líder, fazendo a tal “revolução dos Bichos”. Mas, depois de muita luta, a Granja do Solar passou a se chamar Granja dos Bichos, e quem a administrava era Bola-de-Neve (porco). O tal porco seguia os princípios do Animalismo, e mesmo sendo superior, rebelde, organizado e astuto (*em quesitos de inteligência e cultura) em relação aos outros animais, sempre se considerou igual a todos, não tendo privilégios devido à sua condição.
Bola-de-Neve tinha um assistente, Napoleão (outro porco), que na ânsia pelo poder, traiu o amigo, assumindo a administração da Granja, além de alienar todos os bichos com idéias nada condizentes com os “Sete Mandamentos”. Napoleão, só no começo, mostrou-se competente e justo, mas depois passou a desrespeitar os as leis dos “Sete Mandamentos”.
Depois de aproximadamente 5 anos, Napoleão já ocupava a casa do Sr. Jones, bebia álcool, vestia as roupas do ex-dono, andava somente sobre duas pernas e convivia com seres humanos, enfim agia em benefício próprio, instalando um regime ditatorial, dominando e hostilizando os demais animais, considerados seres inferiores e sem direitos. Napoleão passou também a se comporta exatamente como os humanos, com os quais ele aprendeu a odiar e que depois passou a confraternizar. E por essa época, já não era possível distinguir, quando reunidos à mesa, o porco tirano e os homens com quem se confraternizava.
Indubitavelmente toda e qualquer revolução legítima (grande ou pequena) tem como dínamo que mobiliza suas forças o uso da violência de forma repressiva invariavelmente associada a situações de penúria e escassez a que são submetidos os populares. Contudo, desde quando podemos considerar os animais como seres que constituem um grupo capaz de afrontar o domínio sobre eles exercido pelos seres humanos? Mas foi exatamente isso o que aconteceu nessa história.
Seriam, apesar disso, a humilhação, a miséria e as opressões, combustíveis capazes de tornar os animais conscientes e os levar a insurreições que virariam a situação de cabeça para baixo, fazendo dos animais os gestores de uma propriedade agrícola de bases coletivistas? George Orwell, porém, como um bom autor que era, também pensava além do seu tempo. Sabia que ele fez uma coisa bem parecida com o que chamamos de blog? Pois é. Há exatos 70 anos, no dia 8 de setembro de 1938, Orwell estava em Gibraltar, e de lá escreveu vários textos sobre o que vivia, via e lia na época, observando principalmente a cena natural e cultural. CLIQUE AQUI e confira uma matéria.
Mas voltando a nossa história: Napoleão (o porco mau na ilustração, engravatado e tudo) conseguiu sair vitorioso graças à ajuda de Garganta, porco servil e obediente e que, através de bons argumentos, convencia os outros animais de que tudo o que acontecia era para o bem deles. Porém, aos poucos, Napoleão foi alterando todos os mandamentos.
“A Revolução dos Bichos” não tem nada de livro infantil e inocente, pelo contrário, é um livro matador, de extrema importância para entendermos o funcionamento de sociedades comandadas por diferentes tipos de governo, além de mostrar de forma genial a ambição do ser humano, o "sonho do poder" da grande maioria dos mortais. O sonho de um velho porco de criar uma granja governada por animais, sem a exploração dos homens, concretiza-se com a tal revolução. E como normalmente acontece com boa parte das revoluções, a dos bichos também está fadada à tirania, com a ascensão de uma nova casta ao poder. Nesta fábula feita sob medida para a Revolução Russa, todos os animais são iguais, mas uns são mais iguais do que os outros.
Qualquer semelhança entre o enredo de "Revolução dos Bichos" e os acontecimentos da Revolução Russa e do período Stalinista na União Soviética não são mera coincidência. Orwell, socialista de carteirinha, era crítico mordaz de Stálin e das falsidades proferidas em favor de um sistema que considerava muito distante do verdadeiro socialismo. Se o leitor associar o Velho Major a Lênin, Bola de Neve a Trotsky e Napoleão a Stálin entenderá a referência com perfeição! Por tanto, um livro maravilhoso. (“A REVOLUÇAÕ DOS BICHOS” de George Orwell, romance, 98 págs, 31ª edição, 1962, São Paulo - Ed. Globo).
fonte: E. Nascinemto, LC - 20/12/08
editado por Amanda Carvalho

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

DITADURA MILITAR NA BAHIA: NOVOS OLHARES, NOVOS OBJETOS, NOVOS HORIZONTES

“O livro é uma contribuição importante para a historiografia baiana, e reafirma a importância da Bahia na história do Brasil.”
O livro “Ditadura Militar na Bahia: Novos olhares, novos objetos, novos horizontes” foi lançado no dia hoje 16/11, no Centro Cultural da Câmara Municipal de Salvador (BA). Uma obra relevante, seja para aqueles que enfrentaram a Ditadura Militar, seja para os que estudam este período.
Organizado pelo historiador Grimaldo Carneiro Zachariadhes, coordenador do Núcleo de Estudos sobre o Regime Militar (NERM) e publicado pela EDUFBA, o livro contém treze textos de vários autores abordando o período.
São reconstituídas as atuações da oposição legal (Ala jovem do PMDB) e da revolucionária (AP, PCBR, MR8, VAR – Palmares), da Igreja Católica e da Protestante, do Movimento Estudantil e da Jornada de Cinema da Bahia, e abordados os apoiadores e implantadores do golpe e da repressão.
O lançamento coincidiu com os 30 anos do Congresso Nacional de Anistia realizado em Salvador, entre 15 e 18 de novembro de 1979, que foi relembrado pelo professor Joviniano Neto, autor de capítulo sobre o mesmo e que, à época, o presidiu. Além de Joviniano, outras duas professoras da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (FFCH) da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Maria Victoria Espiñeira e Elizete da Silva, e vários outros professores entrevistados ou citados estarão presentes junto aos autores.
fonte: Circulando
editado por Amanda Carvalho

domingo, 6 de dezembro de 2009

INIMIGO PÚBLICO Nº 1

“Para quem não viu a parte 1, vale ter em mente que Mesrine foi um criminoso francês real que se tornou inimigo público número 1 na França, na década de 70, ao praticar roubos, seqüestros e assassinatos.”
Por Edilson Saçashima*
O cineasta Jean-François Richet fez dois filmes para contar a história do bandido Jacques Mesrine. No primeiro, ''Inimigo Público Nº 1: Instinto de Morte'', o diretor responde à pergunta ''quem é Mesrine'' ao traçar uma genealogia do criminoso. No segundo, ''Inimigo Público nº 1: parte 2'', que chega às locadoras pela Califórnia Filmes, a questão é outra. Richet discute o que Mesrine faz. Com isso, a segunda parte se prende menos na evolução da personalidade do criminoso e se detém mais na ação. A compreensão de Mesrine só é possível se o espectador tiver visto ambos os filmes na seqüência, pois eles são complementares e interdependentes. Visto isoladamente, ''Inimigo Público nº 1: parte 2'', é um thriller de ação que deixa algumas lacunas sobre quem é Mesrine.
Para quem não viu a parte 1, vale ter em mente que Mesrine foi um criminoso francês real que se tornou inimigo público número 1 na França, na década de 70, ao praticar roubos, seqüestros e assassinatos. Acrescente a isso o fato dele conceder entrevistas à imprensa, o que o tornou uma espécie de celebridade.''Inimigo Público nº 1: parte 2'' começa com um corpo cravejado de balas sendo retirado de um carro. Não irá demorar muito para se perceber que se trata do cadáver de Mesrine, vivido por Vincent Cassel. O que se segue à cena é um longo flashback.
Richet sugere os motivos que levaram Mesrine a sofrer uma morte tão violenta. O que se vê nesta segunda parte são ações cada vez mais ousadas do bandido que vão provocando a ira não só da polícia, mas também da justiça francesa, de setores poderosos da sociedade e de uma esquerda radical que promovia atos terroristas. Com essa história em mãos, o cineasta transforma a segunda metade de vida de Mesrine em um thriller com muita ação. Richet valoriza as seqüências de fugas espetaculares e a tensão de uma perseguição, mas deixa de lado o trabalho sobre a personalidade de Mesrine.
É nessa fase de sua biografia que o criminoso vai se aproximando da ideologia de uma esquerda radical que prega a tomada do poder e a destruição do sistema. No entanto, essa ''tomada de consciência'' do bandido é apenas sugerida no filme. Pode ter sido uma estratégia do diretor para evitar um confronto com posições políticas do espectador.
O Mesrine vivido por Cassel é, antes de mais nada, um amoral. Ele não se apega a qualquer tipo de valor. Ou melhor, ele parece se prender a valores apenas quando lhe interessa. Isso faz com que ele jamais deixe de ser visto como um bandido pelo espectador. Talvez por isso, a família de Mesrine praticamente desapareça nessa segunda parte e faça com que tenhamos a impressão de que o bandido apenas se interesse em si mesmo. De certa forma, Richet desconstrói a complexidade da personalidade de Mesrine, trabalhada no primeiro filme, para transformá-lo apenas em um bandido insinuante, sedutor, carismático, mas ao mesmo tempo egocêntrico e destituído de valores. Com boas seqüências de ação, ''Inimigo Público nº 1: parte 2'' traz o suficiente para fazer um bom thriller, mas não para encenar uma biografia de um personagem real. >>> Leia mais: Primeira Parte de ''Inimigo Público".
Agora aproveite e baixe esses dois filmes “Inimigo Público Nº 1 – Instinto de Morte” e “Inimigo Público Nº 1 – Instinto de Morte 2”. Na primeira parte, Jacques Mesrine, o último dos lendários gângsters franceses, foi declarado inimigo nº1 durante toda sua vida, encerrada com uma morte espetacular. Thriller e biografia épica, o filme faz um retrato da complexidade da figura de Mesrine, incluindo seus aspectos mais obscuros. A primeira parte da saga (dividida em dois filmes) se passa nos anos 60 em Paris ao início dos anos 70 no Canadá, durante a ascensão criminal de um homem comum, nascido na cidade de Clichy. Gênero: policial/ação/suspense. Origem/ano: FRA/CAN/ITA – 2008. Formato: rmvb. Áudio: francês/espanhol. Legendas: português/BR (embutidas). Duração: 113 min. Servidor: Rapidshare (5 partes):

>>> Parte 1 <<<
>>> Parte 2 <<<
>>> Parte 3 <<<
>>> Parte 4 <<<
>>> Parte 5 <<<

Na segunda parte da biografia do gângster francês Jacques Mesrine, que nos anos de 1970 ficou conhecido por todos como "inimigo público nº 1". Após quase duas décadas de ações criminosas, sempre utilizando-se de façanhas como o disfarce, roubo a bancos e fugas espetaculares da prisão, Mesrine é finalmente alvejado pela polícia francesa em Paris. Duração: 133 min. Servidor: Rapidshare (5 partes):

>>> Parte 1 <<<
>>> Parte 2 <<<
>>>
Parte 3 <<<
>>>
Parte 4 <<<
>>>
Parte 5 <<<

fonte: Edilson Saçashima/UOL
download: Laranja Psicodélica

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

A NOIVA DA REVOLUÇÃO

“Um amor "proibido" entre o líder Domingos Martins e a filha de portugueses Maria Teodora da Costa (um "Romeu e Julieta" real e à pernambucana). Bem bacana.”
Por Elenilson Nascimento
Esse é um romance histórico excelente do jornalista Paulo Santos de Oliveira, que descreve o movimento revolucionário de 1817 com total fidelidade aos fatos que é um daqueles frutíferos momentos de interdisciplinariedade em que o direito se encontra com a história e com a política.
Segundo o autor, naquele ano formou-se uma república progressista no Nordeste e os brasileiros tiveram governo próprio, exército, marinha, constituição, bandeira, embaixadores no exterior, e fez-se valer aqui os princípios da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, tudo pela primeira vez. Essa aventura apaixonada é narrada por Domingos Martins, o principal líder revolucionário, e pela filha de portugueses Maria Teodora da Costa, que viveram um amor proibido e fizeram o casamento talvez mais importante já realizado no País.
Comecei – depois da leitura do livro – por delimitar um entendimento acerca do poder dos governos e suas relações com os movimentos revolucionários em geral, tentando demonstrar o seu modo de atuação nos momentos de ruptura institucional que as revoluções como a norte-americana, a francesa e também a pernambucana propiciaram. E através do livro de Paulo Santos sobre a Revolução Pernambucana de 1817, momento tão importante e crucial de nossa história, e pouco lembrado até pelos próprios pernambucanos e professores de História, pude constatar a vasta pesquisa histórica que o autor realizou para escrever o romance com detalhes raramente lembrados, como a efetiva, embora efêmera, implantação de uma República pernambucana, assim como de sua Lei Orgânica, praticamente uma primeira constituição no Brasil.
Publicado pela Comunigraf, e na já na segunda edição, essa obra foi relançada no Recife e lançada em várias cidades do interior pernambucano com apoio da Fundarpe e Governo do Estado de Pernambuco, e com recursos do Funcultura 2007. Paulo Santos é jornalista e recifense da safra de 1952, foi cartunista nos anos 70, publicando na Folha de São Paulo, em revistas da Editora Abril, no Jornal do Brasil, e na revista experimental de quadrinhos "Balão".
Em Pernambuco, trabalhou em vários jornais e foi correspondente das publicações da imprensa alternativa “Movimento” e “Em Tempo”. Na década de 80, o autor coordenou a ECOS - Equipe de Comunicação Sindical, organização de assessoria aos movimentos sindical e popular. Nos anos 90 criou a “Estado da Arte” e a “Plug Multimídia”, empresas de assessoria em comunicação e desenvolvimento de software educativo. Esse livro “A Noiva da Revolução” é o seu primeiro romance publicado.Enfim, o livro trata dos detalhes dos personagens históricos do movimento revolucionário, com destaque para o amor "proibido" entre o líder Domingos Martins e a filha de portugueses Maria Teodora da Costa (um "Romeu e Julieta" real e à pernambucana). Bem bacana.
Achei ótima a ideia do Paulo Santos de romancear a história com substancial fidelidade histórica aos acontecimentos reais. Mas a leitura termina por atingir muito mais curiosos do que uma pesquisa histórica mais científica e objetiva e desperta o interesse das novas e velhas gerações por um acontecimento tão importante da história pernambucana e brasileira. Comprei o livro por acaso, mas não é por acaso que ele está sendo resenhado aqui no COMENDO LIVROS, com a leitura já efetuada.
P.S. O livro enfatiza também o "esquecimento proposital" da referida República de 74 dias, comparando, por exemplo, com um movimento como a Inconfidência Mineira, política e historicamente de muito menor importância. Portanto, recomendo “A Noiva da Revolução” para quem quer ter mais informações sobre a nossa história. (“A NOIVA DA REVOLUÇÃO” de Paulo Santos de Oliveira, roamnce, 407 págs, Comunigraf – 2007) >>> Leia trecho do livro AQUI.
+ Mensagens para o autor: ps@anoivadarevolucao.com.br.
Confira abaixo a entrevista que o Paulo Santos deu para Jô Soares sobre “A Noiva da Revolução” – uma história de amor e a única revolução que realmente houve no Brasil são os panos de fundo desse livro:

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS

"Filme, exposição e livro marcam os 145 anos de criação da personagem de Lewis Carrol - uma das mais instigantes e originais da literatura universal.”
Por Fernanda Assef
Uma história inventada para divertir três crianças no final do século XIX se transformou na primeira ficção escrita pelo professor britânico de lógica e matemática Charles Lutwidge Dodson, conhecido como Lewis Carrol (1832- 1898) - e lhe concedeu o título de fundador do surrealismo na Inglaterra vitoriana.
"Alice no País das Maravilhas", a mágica fábula da menina que se perde pelos labirintos da própria imaginação, foi criada especialmente para a garota Alice Liddel, então com 10 anos, e que é a homenageada do título. Essa despretensiosa peregrinação infantil já foi traduzida em 50 idiomas ao longo de quase 150 anos.
Agora ganha novo fôlego com a aguardada versão cinematográfica dirigida por Tim Burton, com a estreante australiana Mia Wasikowska, 20 anos, no papel principal, e o astro Johnny Depp como o chapeleiro maluco. O cineasta, com sua estética fantástica, sombria e mórbida, e com o seu humor nonsense, parece bastante apropriado para contar essa história instigante (que, se diverte, também angustia) de "bichos, sonhos e anarquias" - como a define o próprio Lewis Caroll já no prefácio de seu livro. "As histórias de Alice são como drogas para menores", diz um corajoso Burton.Não bastasse a superprodução prevista para estrear em março do ano que vem, ainda há uma bem cuidada edição do livro que acaba de ser lançada (Editora Cosac Naify), com ilustrações vibrantes e psicodélicas de Luiz Zerbini e posfácio do historiador Nicolau Sevcenko. Uma das versões é especial para colecionadores e imita uma caixa de baralho. O que explica a atualidade da personagem? Na definição de Sevcenko, temos uma pista: "Alice é uma figura rebelde, que enfrenta, cheia de espanto e indignação, as criaturas presunçosas, mal-humoradas e falastronas do Mundo das Maravilhas. Atrás de cada uma delas está um tipo de instituição vitoriana que Lewis satiriza e Alice desacata, para diversão e desforra dos leitores."
Esse espírito de contestação também inspirou um grupo de artistas franceses de vanguarda a criar a mostra "Um Mundo sem Medidas", em cartaz no Museu de Arte Contemporânea, da Universidade de São Paulo. Organizada pela curadora francesa Valérie Marchi, a exposição reúne o trabalho de dez artistas plásticos contemporâneos com esculturas, fotografias, pinturas, desenhos e projeções que exploram as noções de espaço, tempo e dimensões inspirados no universo lúdico e onírico de Alice. A intenção é proporcionar a adultos uma viagem sensorial pelo espaço e pelo tempo através de efeitos multimídia e ilusões de ótica. É a "Alice no País das Maravilhas" do século XXI. (“ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS” de Lewis Carrol, Literatura juvenil, 110 págs. Editora: Loyola)
Mundo surreal - Cena do aguardado filme "Alice no País das Maravilhas", dirigido por TIm Burton e protagonizado pela atriz Mia Wasikowska: ela faz uma Alice menos ingênua e com leve dose de malícia.
“Alice vê um coelho correndo com um relógio na mão e, curiosa, decide segui-lo. Quando entra num buraco, a menina cai, cai, cai... até chegar no País das Maravilhas, onde tudo pode acontecer. O mais estranho e fascinante livro para crianças acabou tornando-se um clássico da Literatura Universal.”
O roteiro não é fiel ao livro original, o que tem , na causado certo disconforto dos fãs de “Alice” que sempre sonharam em uma adaptação fiel. Na verdade, o filme é uma mistura dos dois livros de Lewis Carrol. O primeiro e mais conhecido “Alice no País das Maravilhas” e o segundo, “Alice Através do Espelho”. Tim Burton, através do roteiro de Linda Woolverton, roteirista de “Rei Leão” e “A Bela e a Fera”, misturaram as duas historias e tiraram Alice de sua infância, e a transformaram em uma adolescente de 17 anos, onde Alice prometida para casar com um homem que não ama, acaba caindo na toca do coelho e aí então começa sua aventura, envolvendo-se com personagens existentes nos dois livros.
Até onde se pode observar, esteticamente, o filme é realmente um espetáculo, com o toque mágico e inconfundível de Tim Burton. Realmente, difícil imaginar um outro diretor para dirigir essa fábula. O filme tem sua estreia prevista nos EUA em março de 2010, e até agora suas imagens estavam sendo mantidas a sete chaves. Tim Burton decidiu realizar o filme todo em 3D o que
com toda certeza nos presenteará com show visual, que já é comum em seus filmes sem o uso dessa técnica.
Chega na internet o primeiro trailler do filme “Alice no País das Maravilhas”, novo e mega esperado filme de Tim Burton. Estrelado por Jhonny Deep, Anne Hathaway, Helena Bonham Carter e apresentando Mia Wasikowska como a protagonista Alice.
fonte: Fernanda Assef/Isto È

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

O SÍMBOLO PERDIDO

"O novo livro de Dan Brown promete desvendar os segredos da Maçonaria, despertando a curiosidade de milhares leitores em todo mundo.”
Por Andréia de Oliveira
“O Símbolo Perdido”, novo livro de Dan Brown, lançado nos Estados Unidos, Canadá e Inglaterra em setembro último, chega ao País com a tiragem inicial de 800 mil exemplares. A expectativa é reproduzir no Brasil um novo fenômeno de vendas, já que no primeiro dia de lançamento mundial o título obteve a marca de 1 milhão de exemplares vendidos.
Escritor polêmico e popular, duramente atacado pela crítica literária, Dan Brown, que teve seu livro “O Código Da Vinci”, um campeão em vendagem que já ultrapassou a marca de 70 milhões de exemplares, eleito pelo jornal britânico de “The Times” como o pior título da década, apresenta nessa nova produção uma continuação da história do professor de simbologia Robert Langdon, em mais uma de suas incansáveis missões de busca pelos segredos ocultos da humanidade. Dessa vez, Lagdon promete desvendar os mistérios da fraternidade maçônica, lançando-se na procura por uma pirâmide que guardariam grandes verdades desconhecidas por todos.
Ao contrário da celeuma causada pelo confronto com os milenares dogmas da Igreja Católica em "O Código Da Vinci", "O Símbolo Perdido" não oferece a possibilidade de grandes debates, uma vez que os maçons adotam uma postura libertária e democrática em seus posicionamentos e o próprio Brown já declarou simpatia a organização que esteve presente em importantes acontecimentos da história americana, como a proclamação da independência. Essa intrigante fraternidade, que está estruturada sob a atual configuração desde século XVIII, com a instituição da Franco-Maçonaria é ativa em diversos países do mundo, adotando como princípios o respeito a religião e as tradições e costumes dos locais onde está instalada.
De caráter secreto, a fraternidade que só admite em seus quadros, membros do sexo masculino esta firmada sob o selo do silêncio e do sigiloso. Logo não se espera que Brown, desvende grandes mistérios e se ocupe senão da exposição de conteúdos já publicados e abordados na literatura especializada sobre o assunto. De qualquer forma “O Símbolo Perdido”, cuja capa traz curiosamente a rosa – um dos símbolos da fraternidade dos rosacruzes – e não o esquadro e compasso entrelaçados, signo da Maçonaria, promete trazer informações importantes para os que desconhecem totalmente o assunto.
Certamente uma possível associação entre essas duas fraternidades, que possuem em comum o cunho secreto, tradicional, iniciativo e esotérico. Dessa maneira, o livro gera expectativas de fornecer interessantes elementos introdutórios para os que desejam lançar-se ao estudo das ciências esotéricas, presentes nas sociedades secretas. Para outros leitores, entretanto, “O Símbolo Perdido” será somente uma oportunidade de diversão, dado o movimentado enredo , bem aos moldes da teoria da conspiração, com direito a muita aventura e ação. (“O SÍMBOLO PERDIDO” de Dan Brown, romance, 512 págs, Sextante – 2009)
fonte: Andréia de Oliveira/Voos da Alma