Por Elenilson Nascimento
Você já deve ter ouvido falar de Harry Potter, a não ser que viva na Lua, ou no Congresso Nacional, porque nesse último ninguém sabe de nada. E deve saber que, com o lançamento do último filme, a saga, enfim, chegou ao fim. Se bem que eu acho que a ganância de Hollywood fará a J.K. Rowling escrever mais alguma coisa para engordar a sua conta corrente em mais alguns bilhões de dólares.
Não cheguei a virar fã dessa série de livros, embora o sucesso financeiro astronômico da franquia não seja necessariamente sinônimo de qualidade, pois Monteiro Lobato, C. S. Lewis, autor da série “As Crônicas de Nárnia”, ou até mesmo o J.R.R. Tolkien, autor da série “O Senhor dos Anéis” fizeram coisas bem melhores. Mas, como disse Lionello Venturi: “A arte alimenta-se de ingenuidades, de imaginações infantis que ultrapassam os limites do conhecimento; é aí que se encontra o seu reino. Toda a ciência do mundo não seria capaz de penetrá-lo”.
É muito louvável que uma série de livros – graças também ao marketing e ao cinema – mantenha o seu público crescente. Fico muito feliz que os jovens tenham se voltado aos livros, mesmo eu não tendo curtido muito o enredo. No entanto, o fenômeno deve permanecer vivo entre os leitores mais jovens (*e alguns coroas lesados também) graças às interações com a internet e com os livros digitais. A série de sete livros sobre o bruxo com um raio tatuado na testa escrita pela britânica J.K. Rowling faz até sucesso entre aqueles que não gostam muito de leitura. O êxito dessa estórias é fruto do enredo, dos personagens e do momento em que surgiu.
Talvez, por esta razão, "Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2" tenha sido considerado o blockbuster mais aguardado do ano, o que se comprova pelos ingressos “caros” esgotados antes mesmo de sua estreia e nas “suspeitíssimas” lágrimas derramadas por muitos convidados durante a exibição. Adolescentes chorando por causa dos seus heróis da ficção eu posso até entender, mas adultos... pelo amor de Deus!
Mas admito aqui que
, na literatura ou no cinema, Harry Potter é um fenômeno que merece respeito, mesmo para aqueles que abominam obras de fantasia. O que não é o meu caso, quero logo afirmar. As sete publicações e os oito filmes renderam dividendos astronômicos à sua autora e aos produtores envolvidos, por transcender a fronteira do infantil e alcançar todas as idades. De simples professora de ensino fundamental, Rowling se tornou a mais nova bilionária do pedaço.
Como se viu ao final do filme anterior ("Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 1", baseado no livro, o vilão consegue roubar a poderosa "varinha das varinhas", uma das tais relíquias da morte. Essa primeira parte do confronto entre Harry Potter (interpretado pelo garoto que cresceu nas telas, Daniel Radcliffe) e Lorde Voldemort (interpretado pelo ator Ralph Fiennes), no entanto, deixou uma série de perguntas a serem respondidas nesta produção. Enquanto isso, Potter, ajudado por seus inseparáveis amigos, a inteligente lourinha Hermione (*essa Emma Watson se tornou uma gata!) e o bobão Rony (interpretado por Rupert Grint), tenta destruir as horcruxes, objetos que contêm partes da alma de Voldemort. Sem encontrá-los, como é contado em "Harry Potter e o Enigma do Príncipe", o jovem mago não conseguirá sobreviver à profecia: "Nenhum dos dois poderá viver enquanto o outro estiver vivo" (do livro “A Ordem da Fênix”).
Embora as competentes cenas de ação devam ser devidamente registradas, o roteiro ampara-se na conduta dos personagens. Caráter, lealdade, fraternidade e questionamentos causados pela escolha entre o bem e o mal são as pedras fundamentais desta derradeira sequência. Achei esse argumento interessantíssimo. E mais do que matar Voldemort, a missão do protagonista tenta imprimir a solidez moral dos envolvidos.
ARESTAS MAL APARADAS – Sem a introspectiva apresentação que o diretor nos deu em 2010, com a parte 1 desse final, este episódio seria só um mergulho radical nos importantes eventos que encerram a saga. Mas, com todo o preparo emocional, apresentado num ritmo incomum às obras do gênero, as inúmeras sequências de ação, combate e conflito moral entre o bem e o mal deste filme, orçado em US$ 200 milhões, ganharam um sabor peculiar a ser digerido com poções iguais de adrenalina e lágrimas. Pelo menos dos fãs ensandecidos.
Em “Harry Potter e As Relíquias da Morte – Parte II” foi uma boa luta, nada de excepcional, mas interessante. Com uma narrativa veloz, bons efeitos, cheia de detalhes pertinentes e diálogos bem escritos (*talvez os melhores da série). Alguns momentos, porém, poderiam ser explorados dramaturgicamente melhor, como a morte de Bellatrix Lestrange, por exemplo, escandalosamente abreviada na tela, enquanto que no livro a cena contrapõe a grandiosidade de uma mãe defendendo suas crias ao desamparo de uma vilã solitária na sua eterna busca por aceitação.
Harry Potter se despede da sua geração mostrando ter a força de um titã para sobreviver ainda por algum tempo na memória dos fãs. Afinal, não se trata somente da estória de um menino bruxo que se escondia num armário, que se encontrou entre seus pares depois de uma veemente rejeição. Mas, sim, de um ícone da cultura pop que estabeleceu um novo padrão para a fantasia moderna. 
Mas deixando de lado os efeitos visuais e algumas poucas e boas interpretações, a adaptação dos livros sempre suscitou certas críticas, muitas delas feitas pelos próprios fãs da publicação. Embora captassem a essência, os filmes suprimiam detalhes importantes da história. O maior exemplo disso foi em "Harry Potter e a Pedra Filosofal", o primeiro filme, cuja narrativa mostrou-se fragmentada demais para o espectador.
Contudo, os acertos vieram depois, como no competente "O Prisioneiro de Azkaban", conduzido de forma sombria pelo diretor mexicano Alfonso Cuarón (do cultuado "E sua Mãe Também"). Mas deixando de lado os subterfúgios simplórios utilizados pela autora para finalizar sua obra, há questões que permanecem sem respostas neste desfecho. Uma delas é a aparição destemida do personagem Neville Longbottom, entendida no livro, mas pouco razoável no filme. Outra é a pouca importância que se dá à pedra da ressurreição – uma das relíquias –, que simplesmente desaparece durante uma das cenas. E olha que eu, que não sou fã da série, observei isso!
Pode-se entender também que, devido à complexidade e do volume do livro, a adaptação não deva se ater a preciosismos literários. E isso é razoável. Porém, privar o espectador de contextos convincentes é, no mínimo, perverso. Isso sem contar certas dúvidas que o próprio livro traz à tona, como, por exemplo, o fato de Dumbledore não conseguir subjugar Voldemort no enfrentamento final. Afinal, ele já possui a mais poderosa das varinhas que, por si, já aniquilaria qualquer inimigo. Viu só, senhores fãs do bruxo, eu estudei direitinho! E olha que eu adorei os Comensais da Morte!
Não se pode negar que a estória do bruxo educadinho (*ele não fala palavrões, não se masturba, não pensa 24 horas em sexo, não curti música e nem drogas, muito estranho para um adolescente!) traga emoções à tona, tanto para os atores que cresceram à sombra dele ou para o público, ávido pelos conflitos. O Daniel Radcliffe, por exemplo, chegou a afirmar à imprensa que o sucesso trazido pelo personagem, no fim, conduziu-o, numa época, até ao alcoolismo. Hoje, aos 21 anos, ele já prefere uma vida caseira, longe dos vícios e das fotos.
Em suma, Harry Potter é mesmo um fenômeno. Um fenômeno num tempo de produtos descartáveis. Achei meio bizarro encontrar pessoas vestidas como estudantes de Hogwarts na fila do cinema. Nenhuma franquia conseguiu tão longo sucesso. Nelson Rodrigues – que eu amo – afirmava que pessoas podiam "fugir de seu odiento claustro doméstico para um mergulho escapista na fantasia". Os livros e filmes de Rowling trazem isso. Daí o choro “suspeito” no escuro do cinema. Mas prefiro acreditar em Voltaire quando ele diz: “Os bons autores não têm espírito além do necessário, não o buscam jamais, pensam com bom senso e exprimem-se com clareza”.
Harry Potter contou com uma manobra muito bem-pensada por seus produtores, que já tinham imaginado levar aos cinemas a obra de Rowling no ano de 1997, antes mesmo de ser publicada. Em entrevistas, um dos produtores confessou que não imaginava que a franquia faria tanto sucesso. Quem vê crianças e adultos falando um pseudolatim, como o "expelliarmus!", nas filas de cinema também não imaginaria. (“HARRY POTTER E AS RELÍQUIAS DA MORTE”, de J. K. Rowling, ficção, págs. 361, Ed. Rocco – 2007)
>>> O jornalista Luiz Carlos Merten fala sobre o filme “Harry Potter e as Relíquias da Morte Part 2” <<<
Um presente para vocês leitores do COMENDO LIVROS:
>>> clique aqui e assista ao filme (*imagem boa) on-line <<<
fotos: divulgação




5 comentários:
HARRY POTTER E AS RELÍQUIAS DA MORTE PARTE 2 DUBLADO PARA DOWNLOAD:
Harry Potter (Daniel Radcliffe) e seus amigos Rony Weasley (Rupert Grint) e Hermione Granger (Emma Watson) seguem à procura das horcruxes. O objetivo do trio é encontrá-las e, em seguida, destruí-las, de forma a eliminar lorde Voldemort (Ralph Fiennes) de uma vez por todas. Com a ajuda do duende Grampo (Warwick Davis), eles entram no banco Gringotes de forma a invadir o cofre de Bellatrix Lestrange (Helena Bonham Carter). De lá retornam ao castelo de Hogwarts, onde precisam encontrar mais uma horcrux. Paralelamente, Voldemort prepara o ataque definitivo ao castelo.
Formato; AVI
Qualidade; TS
Servidor; MegaUpload
Tamanho; 788.83 MB
Duração; 1h 56 min
Gênero; Aventura
Áudio; Português
Legenda; S / L
http://www.cocaepipoca.com/2011/07/harry-potter-e-as-reliquias-da-morte.html
fonte: Coca e Pipoca
Tenho muitas palavras para descrever esse filme. Maravilhoso! Espetacular! Magnífico e inesquecível. Um filme muito bem produzido e dirigido majestosamente. Um espetáculo visual de tirar o fôlego. A cada cena meu coração batia mais forte. Os incríveis efeitos especiais e as espetaculares atuações de Daniel redcliffe, Ema watson, rupert grint e especialmente de Alan rickman e Ralph fienes fizeram esse filme brilha mais do que nunca. Divertido, empolgante, eletrizante e acima de tudo muito emocionante, não ha duvidas que a maravilhosa saga de Harry Potter terminou ultrapassando todos os limites do espetacular. Na minha opinião, uma saga inesquecível que ficara para sempre na minha lembrança. Viva Harry Potter, uma das melhores series de fantasia do mundo.
Não acha que esse foi o melhor filme, porque para mim todos foram perfeitos, e acho incrível como a escritora faz a 1º história a 10-11 anos atrás ter ligação com o último, ela e extremamente inteligente assisti ao filme na pre-estreia em 3D foi o melhor dia das ferias com certeza vi todos os filmes na pre estreia no cinema e todos foram, são e vão ser perfeitos para sempre.
Eu assisto muito e adoro todos eles principalmente a hermione por que ela e a mais esperta e a que mais raciocina, eu gosto do filme por que ele interessante fala sobre a vida de um menino que perdeu seus pais ainda bebe, e ele lutou para destruir a pessoa que matou seus pais e nessa luta ele se apaixonou por uma menina chamada jina que e irma do seu melhor amigo rony que se apaixona por uma menina esperta chamada hermione e muito legal. Beijos. Ha sei o nome verdadeiro do rony, da hermoine e do harry. Vou dizer:rony:Rupte Grint, hermione:Ema Watson e harry:Daniel Radiclifi. Bbbbbbbbbbbbbbbbeijjjjjjjjjjoos.
Eu li o livro e o filme não tem nada a ver com o livro, mas para quem não viu o livro ele superou todas as expectativas, eu fico triste por ter acabado, pois eu cresci assistindo harry, foi ótimo, pena que acabou bua... Bua... Bua...
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