domingo, 30 de outubro de 2011

ENTREVISTA COM O ESCRITOR E CRÍTICO DE CINEMA ANDRÉ SETARO

"Quando da existência de uma crítica, os pseudo-artistas ficam com receio de uma rejeição por parte dela a suas obras. Qualquer pessoa que queira, por exemplo, ser pintor, se tem relações com os editores dos cadernos culturais dos jornais, pode fazer alarde de sua exposição em página inteira. Não há critérios. O que existe é a amizade, a ação entre os amigos."

Em agosto último, André Setaro corajosamente surpreendeu os colegas e amigos ao publicar na rede social Facebook um pedido de ajuda financeira. Mesmo sendo professor de uma das instituições de ensino superior mais elitista da Bahia há mais de 30 anos, disse que a sua situação beirava a calamidade: “Estou quase passando fome, assim como minha esposa e minha filha”, escreveu na época e o caso circulou na rede como uma doença venérea.

Além de inteligentíssimo, também é autor do livro “Escritos sobre cinema – Trilogia de um tempo crítico”. Discreto e simpaticíssimo, trocamos umas boas ideias – apesar de eu ter achado algumas respostas muito vagas – acerca do atual (*ou melhor, da falta do...) jornalismo cultural, o qual Setaro vem acompanhando as mudanças e o papel da crítica, além, é claro, de falar sobre cinema, pois há um debate muito forte atualmente sobre a questão da falta de crítica.

>>> leia aqui essa entrevista <<<

fonte: LC, 29/10/11

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