sábado, 22 de outubro de 2011

EU, ROBÔ

“Graças ao escritor Isaac Asimov, os robôs passaram a fazer parte do imaginário dos homens e, como não poderia deixar de ser, também acabam se transformando em estrelas das telas de cinema.”

Por Elenilson Nascimento

Para quem não sabe o filme “Eu, Robô”, estrelado por Will Smith, foi baseado em um livro de contos do escritor Isaac Asimov. O autor nasceu em um gueto (Petrovichi) da cidade russa de Smolensk em 1920 . Foi com sua família para os EUA em 1923 sendo criado em Nova York no Brooklyn. Dedicou sua vida toda para a divulgação científica e a criação de obras de ficção científica, numa época em que ninguém lhe levava muito a sério. Escreveu sua primeira obra, um conto, aos quinze anos. “Robbie” foi a sua primeira história sobre robôs. Aos dezoito anos conseguiu vender seu primeiro conto para a revista Amazing Stories.

O autor publicou mais de 260 livros durante sua vida, sendo cerca de cinquenta romances e mais de duzentos livros de divulgação científica. Sua linguagem simples e com muito senso de humor abriu as portas da ciência e das descobertas científicas para um público leigo. O mais curioso é que o autor também é famoso por suas obras envolvendo robôs (*palavra criada por ele). Nestas obras ele introduziu as “Três Leis Fundamentais da Robótica”:

Primeira Lei - Um robô não pode causar dano a um ser humano nem , por omissão, permitir que um ser humano sofra.

Segunda Lei - Um robô deve obedecer às ordens dadas por seres humanos, exceto quando essas ordens entrarem em conflito com a Primeira Lei.

Terceira Lei - Um robô deve proteger sua própria existência, desde que essa proteção não se choque com a Primeira nem com a Segunda Lei da robótica.

Asimov criou estas leis para gerar uma nova visão a respeito dos robôs e da tecnologia, pois muitos críticos viam nas máquinas um futuro apocalíptico: o homem seria destruído pelas máquinas, exatamente como Hollywood retratou em diversos filmes, como “Metropolis” (1926, Alemanha); “O dia em que a Terra parou” (1951, Estados Unidos); a série “Perdidos no espaço” (1965-1968, Estados Unidos), mas que fez muito sucesso no Brasil nos anos 70; “Star Wars” (1977-2005, Estados Unidos) - provavelmente a série de maior sucesso entre os amantes da ficção científica; “Blade Runner” (1982, Estados Unidos) - baseado em um livro de Philip K. Dick e intitulado "Andróides sonham com ovelhas elétricas?"; “Robocop” (1987, Estados Unidos); “O homem bicentenário” (1999, Estados Unidos) sobre o simpático robô Andrew; “Matrix” (2001-2003, Estados Unidos); o massa “Inteligência artificial” (2001, Estados Unidos) - filme dirigido por Steven Spielberg a partir de um projeto de Stanley Kubrick; “Transformers” (2007-2011, Estados Unidos) sobre a guerra entre os Autobots e os Decepticons, além, é claro, “O Exterminador do Futuro”, onde é abordado que no futuro, será travada uma guerra entre homens e máquinas pelo domínio do planeta.

Então, graças a Asimov, os robôs passaram a fazer parte do imaginário dos homens. E, como não poderia deixar de ser, também acabam se transformando em estrelas das telas de cinema, desde os primeiros anos da história cinematográfica. Se nos cinemas, além de autônomos, normalmente os robôs também são vistos como seres capazes de pensar por si mesmos, como um cenário de uma realidade futura que não esteja tão distante. E a visão sobre esses seres varia: em um momento estão do lado do bem e em outros momentos são os terríveis inimigos que devem ser impedidos e destruídos. Mas, afinal, quem somos nós para julgar quem representa o bem?

Asimov por outro lado via nos robôs, computadores e máquinas um meio útil de libertar o ser humano para tarefas mais criativas. O “Eu, Robô” – filme futurista americano lançado em 16 de Julho de 2004 pela 20th Century Fox – foi baseado em uma história de Asimov, mais precisamente, nas famosas três Leis da Robótica criadas pelo escritor.

Nesses contos da série, Asimov brincava com as diferentes implicações da lógica das leis, criando situações absurdas e perigosas para os humanos envolvendo os robôs, mas sempre elegantemente resolvidas também de forma lógica. No filme, contudo, a coisa é resolvida mesmo na base de muita pancadaria e perseguições, como é de praxe nas produções do cinema de ação estadunidense. Não se preocupem, ainda vou resenha esse livro. Tenho aqui comigo, mas preciso de muita atenção e tempo.

>>> clique aqui e baixe o filme <<<

fonte download: Fulaninha Download

fotos: divulgação

0 comentários: