Por Elenilson Nascimento
“Sempre teremos mu
itas versões porque a Tropicália foi um meio movimento na verdade. Era um grupo de pessoas com um pouco mais de afinidades que se encontraram e chegaram a conversar algumas coisas. Não era um movimento político que tinha uma plataforma. Ela foi uma atitude crítica em relação a cultura brasileira em um determinado momento. Quando começou foi muito centrada na música. Basta lembrar que Caetano e Gil assumiam mais ou menos o papel de líderes. Então o seu início foi bastante musical. A crítica se referia a cultura brasileira. Por exemplo, uma das críticas básicas que se fazia naquele momento era a da hegemonia da atitude nacional popular, da canção que faz a revolução, ou seja, a idéia de que a música tinha que ser politizada”, disse o autor Carlos Calado numa entrevista ao Marcelo Tas.
Em seu livro “Tropicália – A História de uma Revolução Musical”, muito melhor do que o “Noites Tropicais” do Nelson Mota, Calado narra o surgimento e o fim do explosivo movimento cultural que agitou o Brasil no fim dos anos 60 (*surgiu em 1967 e durou pouco mais de um ano), que emergiu da necessidade de alguns músicos e artistas – liderados por Caetano Veloso, Tom Zé, Gal Costa e Gilberto Gil – de saírem da mesmice que assolava, na visão deles, a música brasileira. “Talvez a principal lição ensinada pela Tropicália foi a de que a música brasileira deveria se abrir às novidades que estavam acontecendo no mundo, em vez de se fechar, como propunham vários artistas ligados ao PCB (Partido Comunista do Brasil). Pode parecer estranho, ou mesmo absurdo, mas naquela época muitos compositores e cantores de importância na música brasileira não aceitavam o rock e a música pop, porque os encaravam como produtos da política imperialista norte-americana. O radicalismo era tanto que até a guitarra elétrica era vista pelos mais radicais como um símbolo da dominação dos Estados Unidos”.
Calado é um dos jornalistas e críticos de música mais atuantes na imprensa de São Paulo durante os últimos 20 anos, sempre dividiu sua atenção entre o jazz e a música popular brasileira, mas é menos conhecido do que as sandices musicais publicadas pelo Nelson Mota. Mesmo assim, Calado já escrevendo para a Folha de S. Paulo, já fez centenas de coberturas de eventos e festivais, em diversos países das Américas e da Europa e já escreveu uma das melhores críticas sobre Madonna que eu já li.
O primeiro capítulo do livro narra as prisões e torturas psicologias de Caetano de Gil – forma detidos em seus apartamentos, no centro de São Paulo, em 27/12/68. em seguida o autor volta no tempo e narra a infância e adolescência dos dois músicos e o surgimento do João Gilberto na vida e na obra deles. Também no começo do livro, o autor cita o professor Edgard Santos como idealizador de uma espécie de choque intelectual, tentando reverter a marginalização cultural da Bahia dos anos 40. “Em sua concepção, a Universidade – necessariamente livre para criar e refletir – deveria desempenhar a função de ponta-de-lança da sociedade”.
Segundo o autor, a Tropicália retomou o que os modernistas começaram a fazer e que ninguém nunca havia tido coragem de tentar: usar elementos dos mais variados, dos arranjos mais diferentes, desde o clássico ao baião, acrescentando também elementos pop, usando nas letras diferentes colagens visuais e discussões estéticas, além de pensamentos revolucionários. “Foi um movimento que renovou a cena cultural do Brasil, a partir de 1967. Naquela época, a segunda geração da bossa nova ainda dominava a produção musical, mas já dava sinais de desgaste e conservadorismo. Apesar de terem sido discípulos da bossa nova, os criadores da Tropicália eram contra o nacionalismo exagerado que os adeptos da música popular brasileira, também conhecida como MPB, defendiam de maneira bastante enfática naquele momento”, escreveu.
Caetano e Gil, anos 70.
O capítulo sobre a “turma do Vila Velha” foi uma descoberta primorosa, antes mesmo do auge da Tropicália. Calado, esse autor paulistano nascido em 1956, com mestrado em artes pela Universidade de São Paulo, é autor de vários livros publicados pela editora Perspectiva sobre música: “Jazz Ao Vivo”, “O Jazz como espetáculo”, “ Divida Comédia dos Mutantes” e esse sobre a Tropicália, onde diz que a intenção dos tropicalistas não era superar a Bossa Nova, da qual os chamados tropicalistas foram discípulos assumidos, especialmente do canto suave e da inovadora batida de violão de João Gilberto, conterrâneo dos quatro. No início de 1967, esses artistas sentiam-se sufocados pelo elitismo e pelos preconceitos nacionalistas que dominavam a MPB. Depois de várias discussões, concluíram que para refrescar a cena musical do país, a saída seria aproximar de novo a música brasileira dos jovens, que se mostravam cada vez mais interessados no pop e no rock dos Beatles, ou mesmo no iê-iê-iê que Roberto Carlos e outros ídolos “brazucas” exibiam no programa de TV da Jovem Guarda. “Totalmente. É importante lembrar que o Brasil vivia desde 1964 sob um regime de ditadura militar, que cada vez mais limitava a liberdade de expressão de seus cidadãos. Muitos artistas e intelectuais pensavam que poderiam lutar contra o autoritarismo dos militares fazendo canções de protesto para “conscientizar” o público. Já os participantes da Tropicália eram contrários a essa maneira funcional de encarar a música”, escreveu o autor.
Vale ressaltar também que era ressaltado o lado cafona brasileiro, ou seja, tudo aquilo que a classe média vivia tentando esquecer, fazendo com que muitos não entendessem a proposta anos à frente que os tropicalistas faziam. O que eles fizeram foi realmente mexer na ferida da sociedade daquela época, discutindo todos os assuntos e, até por isso, sofrendo sérias represálias dos militares.
Argumentando que a música brasileira precisava se tornar mais "universal", Gil e Caetano tentaram conquistar adesões de outros compositores de sua geração, como Dorival Caymmi, Edu Lobo, Chico Buarque, Paulinho da Viola e Sérgio Ricardo. Porém, a reação desses músicos mostrou que, se aderissem mesmo à música pop, tentando romper a hegemonia das canções de protesto e da MPB politizada da época, os futuros tropicalistas teriam que seguir sozinhos.
O livro cita também o surgimento dos Mutantes no cenário musical e como o “movimento que, ao longo de 1968, revolucionou o status quo da música popular brasileira”, como disse Calado. Além disso, o autor faz questão de mostrar a importância de personas como os letristas Torquato Neto e Capinam, o maestro e arranjador Rogério Duprat e a cantora Nara Leão. Diferentemente da Bossa Nova, que introduziu uma forma original de compor e interpretar, a Tropicália não pretendia elaborar um novo um estilo musical, mas sim instaurar uma nova atitude: sua intervenção na cena cultural do país foi, antes de tudo, crítica.
Mesmo respeitando a Bossa Nova, Caetano e seus “parceiros” queriam mais liberdade para criar e criticar, porém, em uma visão mais estética, analisando esses fatores e a implicação deles na sociedade da década de 60, muito atribulada por conta da Ditadura Militar. “Num primeiro momento, sim, mas as primeiras canções tropicalistas de Caetano Veloso já foram influenciadas por novidades que aconteciam em outras áreas da cultura, como o cinema de Glauber Rocha ou o teatro do Grupo Oficina, que também já buscavam uma linguagem mais contemporânea. Aliás, o próprio nome do movimento tropicalista foi inspirado em uma obra do artista plástico Hélio Oiticica, “Tropicália”, exibida em meados de 1967, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Quando Caetano e Gil lançaram “Alegria, Alegria” e “Domingo no Parque”, as primeiras canções da Tropicália, logo se percebeu que havia uma relação entre a nova estética proposta naquelas músicas e várias obras do cinema, do teatro e das artes plásticas daquela época”, escreveu o autor.
Caetano e Gil, nos tempos de exílio em Londres.
Porém, mesmo encontrando muito sucesso nas camadas populares, bem como em alguns críticos, o tropicalismo teve forte resistência dos movimentos estudantis que analisavam aquilo como uma afronta, algo vindo dos Estados Unidos para impor a dominação aos brasileiros, e atacavam os tropicalistas de todas as formas. Quem não gostava dessa liberdade de expressão “exacerbada” eram os militares, que vigiavam muito de perto esses artistas.
Os famosos festivais dos anos 60 também são citados, onde o que prevaleceu foram as vaias e as brigas de bastidores. Destaque para o violão quebrado de Sérgio Ricardo ao reagir às vaias destruindo seu instrumento e atirando-o na plateia do Teatro Paramount – muito antes de roqueiros internacionais fazerem isso como sinal de rebeldia.
Influenciado pelo delirante filme “Terra em Transe” (*até hoje ainda não assisti), de Glauber Rocha, assim como pela montagem agressiva feita pelo Teatro Oficina para a peça “O Rei da Vela”, do modernista Oswald de Andrade, Caetano sintetizou na canção “Tropicália”, conversas e discussões estéticas que vinha tendo com Gil, com seu empresário Guilherme Araújo, com a cantora (e sua irmã) Maria Bethânia, com o poeta Torquato Neto e o artista gráfico Rogério Duarte. O resultado foi uma espécie de colagem poética, que traçava uma alegoria do Brasil através de seus contrastes. Quem sugeriu o título “Tropicália” para essa canção foi o fotógrafo (mais tarde produtor de cinema) Luís Carlos Barreto, que ao ouvi-la, no final de 1967, lembrou da obra homônima que o artista plástico Hélio Oiticica expusera no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, alguns meses antes. Vale lembrar que Bethânia chegou a sugerir algumas ideias para a Tropicália, mas decidiu não participar. Diz até hoje que jamais gostou de movimentos.
Engraçado foi ler sobre as sandices do apresentador Flávio Cavalcanti, conhecido por suas tiradas melodramáticas e posições moralistas, que não perdeu a chance de, literalmente, quebrar o compacto de “Alegria, Alegria”. Um outro exemplo curioso da euforia dessa época seria o Geraldo Vandré com a canção "Caminhando e Cantando", que achava que com uma canção poderia fazer uma revolução. Não só a ideia de ser engajada, mas que teria ter um objetivo maior além da canção. Segundo o autor, Vandré achava que deveria falar da exploração, que de uma certa maneira poderia ter o poder de conscientizar as pessoas para um objetivo maior que em última instância seria o Socialismo, a revolução. E de certo modo esta atitude vinha muito ligada a uma grande xenofobia, a ideia de que a música pop era uma coisa estranha à cultura brasileira, guitarras e coisas do tipo. Ou seja, existia ali uma certa xenofobia muito careta e de certo modo muito conservadora contra a qual a Tropicália em um primeiro momento se colocou contra. Mas achei o Vandré um encrenqueiro, um cretino e de uma antipatia sem precedentes.
Os tropicalistas. Com Bethânia que não quis participar do movimento.
FESTIVAL DE PROVOCAÇÕES – Consideradas como marcos oficiais da Tropicália, a já citada canção “Alegria, Alegria” (de Caetano Veloso) e “Domingo no Parque” (de Gilberto Gil) chegaram ao público já provocando muita polêmica, por meio do “3º Festival da Música Popular Brasileira” da TV Record, em outubro de 1967. As guitarras elétricas da banda argentina Beat Boys, que acompanhou Caetano, e a atitude roqueira dos Mutantes, que dividiu o palco com Gil, foram recebidas com vaias e insultos pela “linha dura” do movimento estudantil.
Para aqueles universitários alienados, não muito diferentes dos de hoje, a guitarra elétrica e o rock eram símbolos do imperialismo norte-americano e, portanto, deviam ser expulsos do universo da música popular brasileira. Uma babaquice! No entanto, não só o júri do festival, mas grande parte do público aprovou a nova tendência. A canção de Gil saiu como vice-campeã do festival, que foi vencido por “Ponteio” (de Edu Lobo e Capinam). E, embora tenha terminado como quarta colocada, “Alegria, Alegria” tornou-se um sucesso instantâneo nas rádios do país, levando o compacto simples com a gravação de Caetano a ultrapassar a marca de 100 mil cópias vendidas.
Dedicatória do próprio autor Carlos Calado – clique aqui e leia uma matéria bem legal sobre a “arte da dedicatória”.
Segundo Calado, o movimento só passou a ser chamado de tropicalista a partir de 05/02/68, dia em que Nelson Motta publicou no jornal Última Hora um artigo intitulado "A Cruzada Tropicalista". Nele, o repórter anunciava que um grupo de músicos, cineastas e intelectuais brasileiros fundara um movimento cultural com a ambição de alcance internacional. O efeito foi imediato: Caetano, Gil e os Mutantes passaram a participar com frequência de programas de TV, especialmente do comandado por Abelardo “Chacrinha” Barbosa, o irreverente apresentador que virou uma espécie “ícone alegórico” do movimento. Contudo, segundo o autor, muitos universitários não viam o Tropicalismo com bons olhos. Tanto que estudantes da FAU armaram uma armadilha para polemizar com os tropicalistas, num evento que levou Caetano, Décio Pignatari, Gil e Augusto de Campos há participarem de um indócil debate.
O livro cita também a famosa “Passeata dos Cem Mil” e o sucesso do álbum coletivo com caráter de manifesto que Caetano coordenou (*projetou e selecionou o repertório, que destacou canções inéditas de sua autoria, ao lado de outras de Gil, Torquato Neto, Capinam e Tom Zé; além de completarem o elenco os Mutantes, Gal e Nara Leão, o maestro Rogério Duprat, autor dos arranjos), o disco “Tropicália ou Panis Et Circenses” – envolvido com amor e ódio da crítica.
O livro destaca também que nessa época, com o endurecimento do regime militar no país, as interferências do Departamento de Censura Federal já haviam se tornado costumeiras: canções tinham versos cortados, ou eram mesmo vetadas integralmente. Mas a decretação do Ato Institucional nº 5, em 13 de dezembro de 1968, oficializou de vez a repressão política a ativistas e intelectuais. As detenções de Caetano e Gil, em 27 de dezembro, precipitaram o adeus da Tropicália.

Outras histórias também interessantes, como os gritos de indignação do cantor Vicente Celestino por causa da representação de Gilberto Gil como Jesus: “Um Cristo negro eu ainda posso admitir, mas essa profanação, com bananas na mesa da Santa Ceia, é demais!”; o povo chamando Caetano de bicha no festival; o discurso inflamado de Caetano: “Mas é isso que é a juventude que diz que quer tomar o poder?”; antes mesmo de Madonna, Rita Lee já tinha estado de noiva no palco; a bandeira criada por Hélio Oiticica, em homenagem ao marginal Cara de Cavalo; os figurinos de plástico dos tropicalistas; os militares retados porque achavam que o Caetano havia cantando o Hino Nacional, isso porque eles não conheciam as versões de Vanusa ou de Luan Santana; a estreia radical do programa “Divino Maravilhoso”; Clodovil indignado e acusando Caetano e Gil de plagio; as experiências com drogas, os casamentos e o exílio em Londres; as letras cortadas pela Censura; a incrível sessão de gravação da música “Aquele Abraço” de Gil; Caetano, em prisão domiciliar, em Salvador, só podia ir na Fonte Nova; Roberto Carlos em Londres cantando “Nas Curvas da Estrada de Santos” e Caetano aos prantos, o que fez o rei escrever “Debaixo dos Caracóis dos Seus Cabelos”; Caetano magérrimo era confundido com drogado em Londres; Sérgio Mendes e o seu Brasil 66; Gil e Caetano fazendo discos em inglês; as rádios de Salvador que não paravam de tocar as músicas de Caetano em 1971; a mulher de Gil, Sandra, sendo violentada no Galeão do Rio; a revolta e João Gilberto porque o seu programa na TV Tupi de oito horas com Caetano e Gal foi cortado; uma foto incrível de Mabel Velloso com o mesmo corte de cabelo, em 1971; e muito mais. Só fiquei um pouco chateado, pois o autor resumiu muito o capítulo sobre a depressão do maravilhoso Torquato Neto. Aliás, hoje, eu escrevo por causa dele!
Para concluir, apesar de ter se revelado tão explosiva quanto breve, a Tropicália influenciou grande parte da música popular produzida a posteriori no país. Até mesmo em trabalhos seguintes de medalhões da MPB mais tradicional, como Chico Buarque e Elis Regina (*que, segundo o autor, não gostava dos baianos), pode-se encontrar efeitos do "som universal" tropicalista. Descendentes diretos ou indiretos do movimento surgiram em outras décadas, como o cantor Ney Matogrosso e a vanguarda paulistana do final dos anos 70, que incluía Arrigo Barnabé, Itamar Assumpção e o Grupo Rumo. Ou, já nos anos 90, o pernambucano Chico Science, um dos líderes do movimento Manguebeat , que misturou pop, eletrônico, hip-hop, hardcore, com ritmos folclóricos locais, como a embolada. Ou ainda um grupo de compositores e intérpretes do Rio de Janeiro, como Pedro Luís, Mathilda Kóvak, Suely Mesquita e Arícia Mess, que lançaram em 1993 um projeto com pose de movimento intitulado Retropicália. E também Carlinhos Brown, Pato Fu, Chico César e muito outros. Termino o livro com uma sensação de vergonha. Hoje, os atuais artistas não passam de cuspidores de ócio. O que temos de revolucionários? Os cantores sertanejos? As bandas de pagode? Sandy devassa? Que tristeza viu! (“TROPICÁLIA – A História de uma Revolução Musical”, de Carlos Calado, biografia, 335 págs, Editora 34 – 1997). Um presentinho para vocês:
>>> Caetano Veloso – Caetano Veloso (1968) <<<
>>> Gilberto Gil – Salvador, 1962-1963 (1963) <<<
>>> Nara Leão – Manhã de Liberdade (1966) <<<
>>> Tropicália ou Panis Et Circenses (1967) <<<
fotos: divulgação
fontes downloads: Um Que Tenha


2 comentários:
Sendo sincero, tenho que falar! O mesmo homem Gilberto Gil saiu em passeata com alguns ícones engessado da nossa música como, por exemplo, Edu Lobo, em seguida Caetano pergunta ao Chico qual era a sua visão sobre o projeto de "contestação musical". O Chico Buarque responde. "Olha pode ser perigoso, pode não dar certo". Mas espera aí o Gil não era contra a guitarra elétrica na música brasileira? Holofotes, holofotes... Tiveram, conseguiram. Hoje são os medalhões da MPB que elogiam a tudo em busca dos velhos holofotes... Como político o Gil mostrou o homem que é... Pôde mostrar seu caráter. Isso inúmeras vezes, porque antes na capital baiana o mesmo já havia sido eleito vereador. Os meus caras que vocês aplaudem, são os mesmo que emperram nossa cultura. Pensem nisso. Mas peço ao mesmo tempo para não acreditarem nesses absurdos que digo, eu sou louco e burro! Acreditem naqueles que estão no poder.
Luih Rocha...
Meu filho, Gil nunca foi contra a guitarra elétrica na música brasileira. O que aconteceu foi um grande equívoco. Como muitas coisas nesse país de babanas. Por outro lado, as pessoas mudam. Inclusive os outroras contestadores. O que os medalhões da MPB estão fazendo hj? Lançando discos chatos?
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