A linda e inteligentíssima blogueira e estudante de Letras, Kátia Mota, de São Paulo – SP, já escreveu uma vez: “Sabe o que penso? Não busque nada nos vãos das minhas palavras, além de beleza. Nenhuma conduta moral, nenhum indício, nenhuma entrega, só beleza. Caso encontre algo mais... só tenho uma coisa a dizer, acredite no que quiser”. E, num texto mais antigo, disse: “Filosofar é uma arte, principalmente filosofia de botequim e se você não ganha nada com isso, é uma arte culturalmente viajante. Mas é inevitável, pois os filósofos se reconhecerem na multidão. Todas as pessoas que eu gosto de conversar, que eu gosto mesmo de conversar são filósofos tupiniquins”. Então, não é a toa que ela também não poderia deixar de aparecer por aqui. E com essa impertinência, ela indica o livro “A Cura de Schopenhauer”, de Irvin D. Yalom, o mesmo autor do “Quando Nietzsche Chorou” – trecho do livro aqui. “Mesmo esquema de escrita, onde podemos conhecer o filósofo numa perspectiva romanceada e com leves toques de biografia... o que torna uma leitura densa em descontração”. A “cura” do título não é a que trata da transmutação de um sujeito viciado em sexo para um celibatário, mas sim a que trata da transmutação de um sujeito incapaz de mostrar afetividade para uma pessoa normal. Schopenhauer, no contexto do livro é a doença e a psicanálise é a cura.
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