segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

THE NATIVITY STORY

"Apesar da história conhecida, tudo soa falso, didático e encenado de forma burocrática."

O filme “Jesus - A História do Nascimento”, da diretora Catherine Hardwicke, que chegou aos cinemas em 2006, foi resenhado pelo especialista em Novo Testamento Mark Goodacre no Forum da SBL. Goodacre já escrevera sobre o filme em seu NT Gateway Weblog, mas esta resenha é mais completa.

Por ocasião da estreia de A Paixão de Cristo”, de Mel Gibson, ressuscitou-se (com o perdão do trocadilho) aquela velha piada: "Não vou ver o filme porque me disseram que o herói morre no final". No caso de “Jesus - A História do Nascimento”, a piada não se aplica. Aqui, o "herói" nasce no final. Isto porque o filme tem como proposta mostrar os meses que antecederam o nascimento de Cristo, utilizando como clímax da narrativa exatamente o famoso momento eternizado pelos presépios do mundo inteiro.
Baseando-se principalmente nos Evangelhos segundo Mateus e Lucas, o roteiro de Mike Rich (de “Encontrando Forrester”) começa com o Rei Herodes (o irlandês Ciarán Hinds, de “Miami Vice”) ordenando o massacre dos filhos primogênitos de toda a Judéia. Sua intenção era eliminar pela raiz a vinda do tão temido Messias, que as profecias previam há séculos. Acontece, então, um corte de tempo de um ano em flash-back para que a ação seja transferida até Nazaré, onde o público será apresentado às famosas personagens de José (Oscar Isaac), Maria (a australiana Keisha Castle-Hughes, a protagonista de “A Encantadora de Baleias”) e do anjo Gabriel (Alexander Siddig, de “Syriana - A Indústria do Petróleo”), anunciador da tão polêmica gravidez.
A história é conhecida. O problema é a sua realização.

Tudo soa falso, didático e encenado de forma burocrática. O que deveria ser uma das histórias mais emocionantes jamais contadas acaba se transformando num filme - por mais paradoxal que possa parecer - sem alma. E, engajando-se na insuportável tendência das grandes produções atuais, a música insistente e redundante parece não parar nem por um minuto. Tudo é "over", exagerado, com um pé no teatral. Esperava-se mais da diretora Catherine Hardwicke, dos eficientes “Aos Treze” e “Os Reis de Dogtown”.

Curiosidades - O roteirista Mike Rich começou a escrever o roteiro exatamente um ano antes do seu lançamento. O elenco teve de aprender a usar ferramentas da época, além de como fazer pão e queijo, como construir casas e retirar leite de cabra. Foi o primeiro filme a ter première mundial no Vaticano, em 26 de novembro de 2006. Veja também o site do filme. Agora baixe o filme:

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>>> Part 4 <<<

download: justgoodtunes3

password: http://justgoodtunes.blogspot.com

fonte texto: Cine Click

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