sábado, 31 de dezembro de 2011

JOÃO COMENDO LIVROS!

João Carlos Freitas é professor de Educação Física e um excelente poeta de Brasília-DF (*aproveite e leia também a entrevista que o João Carlos fez com a também poeta Andréa C Migliacciclique aqui), recomenda o livro “Poemas de Mil Compassos”, com organização de Elenilson Nascimento: “Já que qualquer representatividade de arte genuinamente brasileira (esqueçam a “arte” de Delúbio e Genoino!) encontra-se em estado de decomposição, pois seus principais colaboradores, por falta de incentivo financeiro, são impactados pelos obstáculos pujantes da contemporaneidade. E, por vezes, é (in)justamente essa atual pseudo-estética sociológica e filosófica a grande mantenedora de cartas marcadas, fazendo com que grandes pensadores mantenham-se no anonimato, privando a “pura” pátria de desfrutar novas e variadas letras. Contudo, com o livro “Poemas de Mil Compassos” (Clube de Autores), organizado por Elenilson Nascimento, esperamos e acreditamos, ainda, no conhecimento despertador da consciência individual para com a realidade iminente, fluindo sabores, amores, aptidões, ações e reações”.

Conheça mais o João: visite o seu perfil no Orkut e o seu blog e também no blog do livro.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

PAPÉIS INESPERADOS

“Com esse livro, Cortázar mostra que, do além-túmulo, ainda consegue ser melhor que muitos escritores vivos e melhor que a maioria de seus detratores.”

Por Elenilson Nascimento

Em 2010, o livro “Papéis Inesperados”, de Julio Cortázar, foi festejado como um dos melhores acontecimentos editoriais pela crítica e amantes da literatura de todo o mundo. O livro é uma deslumbrante coleção de textos inéditos e dispersos escritos pelo autor de Rayuela” durante toda a sua vida e recentemente encontrados num móvel da sua casa no XV Bairro de Paris.

Apesar de ter escrito também o excelente “O Jogo da Amarelinha”, um clássico do romance moderno, esse autor argentino, que morreu em 1984, era um mestre sobretudo do conto e dos gêneros breves. “Papéis Inesperados” não chega a trazer as principais obras-primas desse autor, mas o livro foi dividido em três partes (prosas, entrevistas perante o espelho, poemas), onde reúnem-se contos nunca antes publicados em livro; histórias julgadas desaparecidas; um capítulo suprimido de “Rayuela”; textos sobre literatura, política, viagens, de emergência, de palmada-nas-costas; auto-entrevistas; poemas inéditos, e muitos outros autênticos tesouros que oferecem ao leitor uma visão completa das várias facetas da escrita de Cortázar.

O livro tem ainda peso, história, imponência de raridade, mas não é o caminho, a verdade, nem a vida: é apenas uma parte que ficou no jornalismo, dispersa, e outra inédita, que Cortázar achou menor, porque o “ruim” na vida do escritor não sobrevive, se transforma em bola de papel acertada fora da lixeira com uma dose azeda de desgosto.

O livro surgiu de um encontro, em 2006, entre um crítico espanhol e a viúva do escritor, Aurora Bernárdez, em Paris. Para a surpresa do crítico, Aurora abriu gavetas de onde tirou uma coleção de papéis velhos – inéditos ou publicações em jornais e revistas que nunca haviam sido editadas em livro.

Tirando poucos textos e as poesias cortazarianas, que não me parecem de qualidade excepcional, os contos, relatos e passagens do livro são demonstrações de um Cortázar em sua melhor forma. O livro abre com um exercício de estilo belíssimo chamado “La daga y el lis”. Escrito num espanhol erudito, com toques medievais, mostra um Cortázar jovem (segundo o editor/coordenador) que escreve com o intuito de desenvolver seu estilo, sua capacidade de domínio da língua. Muito interessante.

Com esse livro, Cortázar mostra que, do além-túmulo, ainda consegue ser melhor que muitos escritores vivos e melhor que a maioria de seus detratores. Ao contrário de tantos livros do autor que não foram publicados no Brasil, principalmente sua obra jornalística, esse livro merecia uma edição caprichada em português. No restante, porém, o livro traz páginas brilhantes, como o texto sobre o desejo da água de ser neve. Lindo! (“PAPÉIS INESPERADOS”, de Julio Cortazar, contos, 490 págs, tradução de Ari Roitman e Paulina Wacht, Civilização brasileira – 2010)

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

ANDRÉ COMENDO LIVROS!

O psicólogo André Reis – que já passou por aqui – da cidade de Parauapebas - Pará, indica o livro “O Pequeno Livro dos Beatles”, de Hervé Bourhis, publicado no Brasil pela Editora Conrad, que ganhou de presente neste último Natal. Uma diferente biografia do grupo mais influente da história da música pop, os Beatles, recontada em desenhos e textos, desde o nascimento de cada um de seus integrantes, passando pela dissolução do grupo, as carreiras solos dos músicos e também as mortes de John Lennon e George Harrison. “A saga é contada cronologicamente, ano a ano, abordando de 1940 a 2009. O formato é um atrativo à parte: lembra a de um disco compacto de vinil. E o trabalho de Hervé Bourhis é muito bom, tanto nos desenhos quanto no roteiro”. André comenta ainda que os Beatles encarnam a cultura pop como um todo. Eles são música, desenho animado, filme, camiseta, blogs, sites, tatuagens. Até quadrinhos já foram, fora diversas aparições em revistas como personagens. Para o beatlemaníaco e também comedor de livros, “O Pequeno Livro dos Beatles” é mais um objeto de coleção a se conquistar, com belas ilustrações, festivo, sentimental e experimental. Mas afinal , não é assim que são as canções dos Beatles?
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quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

BULLYING - MENTES PERIGOSAS NAS ESCOLAS

Em seu livro "Bullying - Mentes Perigosas nas Escolas" (Fontanar), a psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva, a mesma autora de "Mentes Perigosas e Mentes Inquietas", relata que todos os dias a vida de milhares de crianças e jovens brasileiros é afetada por um fenômeno cada vez mais comum: o bullying. De origem inglesa, a palavra bullying corresponde a um conjunto de atitudes de violência física e/ou psicológica que ocorrem nas instituições de ensino. É um tipo de agressão intencional, que ridiculariza, humilha e intimida suas vítimas.

Algumas crianças, por serem diferentes de seus colegas - altos ou baixos demais, gordinhos ou muito magros, tímidos, nerds, mais frágeis ou muito sensíveis -, sofrem intimidações constantes. Discriminados em sala de aula, as vítimas de bullying, na maioria das vezes, sofrem caladas frente ao comportamento de seus ofensores. E as consequências podem ser desastrosas: desde repetência e evasão escolar até o isolamento, depressão e, em casos extremos, suicídio e homicídio.

A autora também faz questão de listar uma série de pessoas hoje famosas que sofreram bullying na infância ou na adolescência, mas conseguiram superar o trauma explorando o talento que, segundo a médica , todo o ser humano tem: "Basta descobrir qual é". Confira aqui alguns exemplos e se inspire neles.

Madonna:


"Eu não era hippie ou fã dos Rolling Stones, então me tornei esquisita (...) Se você fosse diferente, os alunos eram bem perversos. As pessoas faziam questão de serem maldosas comigo", disse a diva à revista "Vanity Fair" em 2008. Mas quanto mais represálias às suas diferenças, mais Madonna reagia: não depilava pernas e axilas, recusava-se a usar maquiagem ou se encaixar no modelo de garota convencional.

Steven Spielberg:


O diretor de cinema mudou-se várias vezes de cidade em função do trabalho de seu pai. Sempre solitário, desengonçado e excluído, com sua câmera super-8 nas mãos fazendo filmes caseiros das irmãs, Spielberg sofreu vários ataques antissemitas dos vizinhos e dos colegas de escola. Chegou a apanhar diariamente no recreio e ouvia as crianças berrando "Spielbergs, os judeus sujos".

Michael Phelps:


O nadador que nas Olimpíadas de Pequim conquistou oito medalhas de ouro e bateu sete recordes mundiais tinha déficit de atenção. Uma professora chegou a dizer que ele seria um fracassado. Sofreu bullying anos seguidos: além do transtorno, era muito alto, magro, desengonçado e tinha orelhas grandes. Uma vez, seu boné foi jogado para fora do ônibus. Em outra, sua cabeça quase foi mergulhada na privada.

Kate Winslet:


A estrela, indicada seis vezes ao Oscar antes de levar a estatueta para casa por seu papel em "O leitor", recebeu das crianças da escola o apelido de gorducha: "Outras meninas me provocavam terrivelmente. Eu simplesmente abaixava minha cabeça e aceitava isso. Era o meu jeito de sobreviver", disse à "Parade Magazine". "Sofri bullying por ser gordinha. Onde estão elas agora?"

David Becham:


Um dos maiores jogadores de futebol do mundo sofreu bullying por ser apaixonado pelo esporte. Adolescente, era um estranho no ninho: enquanto seus colegas pensavam em diversão, ele focava no futebol. Recusava noitadas e bebidas e os agressores diziam que isso era coisa de "mulherzinha". Beckham está na campanha Beat Bullying : "O bullying é algo que todos nós temos responsabilidade de erradicar".

fonte: O Globo

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

KÁTIA COMENDO LIVROS!

A linda e inteligentíssima blogueira e estudante de Letras, Kátia Mota, de São Paulo – SP, já escreveu uma vez: “Sabe o que penso? Não busque nada nos vãos das minhas palavras, além de beleza. Nenhuma conduta moral, nenhum indício, nenhuma entrega, só beleza. Caso encontre algo mais... só tenho uma coisa a dizer, acredite no que quiser”. E, num texto mais antigo, disse: “Filosofar é uma arte, principalmente filosofia de botequim e se você não ganha nada com isso, é uma arte culturalmente viajante. Mas é inevitável, pois os filósofos se reconhecerem na multidão. Todas as pessoas que eu gosto de conversar, que eu gosto mesmo de conversar são filósofos tupiniquins. Então, não é a toa que ela também não poderia deixar de aparecer por aqui. E com essa impertinência, ela indica o livro A Cura de Schopenhauer, de Irvin D. Yalom, o mesmo autor do Quando Nietzsche Chorou” – trecho do livro aqui. “Mesmo esquema de escrita, onde podemos conhecer o filósofo numa perspectiva romanceada e com leves toques de biografia... o que torna uma leitura densa em descontração”. A “cura” do título não é a que trata da transmutação de um sujeito viciado em sexo para um celibatário, mas sim a que trata da transmutação de um sujeito incapaz de mostrar afetividade para uma pessoa normal. Schopenhauer, no contexto do livro é a doença e a psicanálise é a cura.

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segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

THE NATIVITY STORY

"Apesar da história conhecida, tudo soa falso, didático e encenado de forma burocrática."

O filme “Jesus - A História do Nascimento”, da diretora Catherine Hardwicke, que chegou aos cinemas em 2006, foi resenhado pelo especialista em Novo Testamento Mark Goodacre no Forum da SBL. Goodacre já escrevera sobre o filme em seu NT Gateway Weblog, mas esta resenha é mais completa.

Por ocasião da estreia de A Paixão de Cristo”, de Mel Gibson, ressuscitou-se (com o perdão do trocadilho) aquela velha piada: "Não vou ver o filme porque me disseram que o herói morre no final". No caso de “Jesus - A História do Nascimento”, a piada não se aplica. Aqui, o "herói" nasce no final. Isto porque o filme tem como proposta mostrar os meses que antecederam o nascimento de Cristo, utilizando como clímax da narrativa exatamente o famoso momento eternizado pelos presépios do mundo inteiro.
Baseando-se principalmente nos Evangelhos segundo Mateus e Lucas, o roteiro de Mike Rich (de “Encontrando Forrester”) começa com o Rei Herodes (o irlandês Ciarán Hinds, de “Miami Vice”) ordenando o massacre dos filhos primogênitos de toda a Judéia. Sua intenção era eliminar pela raiz a vinda do tão temido Messias, que as profecias previam há séculos. Acontece, então, um corte de tempo de um ano em flash-back para que a ação seja transferida até Nazaré, onde o público será apresentado às famosas personagens de José (Oscar Isaac), Maria (a australiana Keisha Castle-Hughes, a protagonista de “A Encantadora de Baleias”) e do anjo Gabriel (Alexander Siddig, de “Syriana - A Indústria do Petróleo”), anunciador da tão polêmica gravidez.
A história é conhecida. O problema é a sua realização.

Tudo soa falso, didático e encenado de forma burocrática. O que deveria ser uma das histórias mais emocionantes jamais contadas acaba se transformando num filme - por mais paradoxal que possa parecer - sem alma. E, engajando-se na insuportável tendência das grandes produções atuais, a música insistente e redundante parece não parar nem por um minuto. Tudo é "over", exagerado, com um pé no teatral. Esperava-se mais da diretora Catherine Hardwicke, dos eficientes “Aos Treze” e “Os Reis de Dogtown”.

Curiosidades - O roteirista Mike Rich começou a escrever o roteiro exatamente um ano antes do seu lançamento. O elenco teve de aprender a usar ferramentas da época, além de como fazer pão e queijo, como construir casas e retirar leite de cabra. Foi o primeiro filme a ter première mundial no Vaticano, em 26 de novembro de 2006. Veja também o site do filme. Agora baixe o filme:

>>> Part 1 <<<

>>> Part 2 <<<

>>> Part 3 <<<

>>> Part 4 <<<

download: justgoodtunes3

password: http://justgoodtunes.blogspot.com

fonte texto: Cine Click

GIL VICENTE COMENDO LIVROS!

No sobrado delicioso onde mora, no bairro do Garcia, em Salvador – BA, o diretor, dramaturgo e compositor baiano Gil Vicente Tavares, filho do escritor Ildásio Tavares, que já deu uma entrevista pela metade no LC – passa boa parte do seu tempo enfurnado em uma verdadeira trincheira criativa, além de ficar no vício da net. No seu escritório-biblioteca está a maior parte dos livros e discos que servem de munição para as suas múltiplas criações. O livro que fez a cabeça dele foi o “Sargento Getúlio”, do seu padrinho famoso João Ubaldo Ribeiro. Gostou tanto do livro que, recentemente, esteve em cartaz com uma peça homônima, dirigida por ele e estrelada pelo ator Carlos Betão, uma montagem baseada no romance escrito por seu padrinho famoso, lógico! E referindo-se em tom de brincadeira ao “padrinho ingrato”, disse de pirraça: “Tenho pouquíssima relação com ele, que nunca me deu um livro sequer! Tinha ficado o tempo todo sem ler os romances dele. Até que, uma noite, antes do sol raiar, deu cabo daquela intrincada narrativa sobre um retado sargento sergipano. De cara eu pensei: dá pra fazer um monólogo com isso aqui!”. Desde então, tentou diversas vezes levar o projeto adiante, mas sem sucesso. Gil se orgulha de ainda arranjar tempo para compor músicas e inventar moda pelo Facebook. “Tem gente que reclama, dizendo que eu faço coisas demais, mas sempre fui assim. Não paro de criar”. Na rede social ele se diverte bolando chistes filosóficos como: “Melhor morrer Empédocles do que viver de joelhos”, citando esse antigo filósofo grego. “Adoro falar besteira e isso herdei do meu pai. As melhores piadas que sei aprendi com ele, que criava frases como: ou vai ou Reich”.

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SEM LUGAR

"Agradou-me muito a atenção ao quotidiano e ao efêmero, que convive com discretos apelos ao eterno..."
Por Elenilson Nascimento
Ao contrário do que disse o editor Linaldo Guedes na apresentação do livro “Sem Lugar”, primeiro livro homônimo do poeta paraibano Vamberto Spinelli Júniorclique aqui e visite o seu blog –, que a lírica desse poeta de João Pessoa começa “confusa no primeiro poema”, mas que mesmo assim, “abarca influências vanguardistas, com herança direta do concretismo e da poesia visual”, prefiro as palavras de Schopenhauer ao dizer que “a peruca é o símbolo mais apropriado para o erudito puro, pois trata-se de homens que adornam a cabeça com uma rica massa de cabelo alheio porque carecem de cabelos próprios”.
Sem dúvida, pode até ser que o poeta precise mais de “tijolo por tijolo versificado”, mas um “editor experiente” saberia muito bem realizar melhor esse trabalho de apresentação – de maneira mais rápida e com menos “temáticas”. Editores não ficam dando “cabeçadas” como eu normalmente fico, ou como o Spinelli também deve ter ficado para publicar. Os processos de produção de um livro (principalmente de poesias – que infelizmente quase não vendem neste país de faz-de-conta) são mais claros para uma editora, é óbvio, já que é seu trabalho... gerar lucro. Mas lucro pra quem? Editores? Escritores? Leitores?
Quem não gosta de opinar e de criticar alguém? Quantas foram as críticas que já não lemos e discordamos, quantos artistas já não reclamaram dos críticos e quanta polêmica as críticas já não produziram? No entanto, muitos desses textos que causam tanta discórdia e despertam paixões, que mexem com os ânimos de artistas e que circulam por aí, em revistas, jornais, sites (e até aqui nesse humilde blog), entre outros veículos de comunicação, nem sempre podem ser considerados, a rigor, críticas literárias.
No entanto, falar de poesias num mundo hedonista e capitalista como o nosso é o mesmo que dizer que a Xuxa deveria ser canonizada pelo papa Bento XVI. A etimologia de "crítica" vem da palavra grega krimein, que significa "quebrar" e também influenciou na formação da palavra "crise". A idéia da crítica é “despedaçar” uma obra em pedaços para se pôr “em crise” a idéia que antes se fazia, através de uma análise.
Para tanto, é necessário ENTENDER as partes do objeto que será analisado para justamente descrevê-lo. E no caso de poesias é a coisa mais complicada desse mundo, pois é um gênero da literatura totalmente particular. Cada um interpreta a sua maneira. O poeta cria justamente para essa função: PENETRAR para DILUIR na ALMA. Exatamente como um ato sexual (e para quem ainda nunca tentou: é muito gostoso!). A partir daí, o crítico faz sua própria interpretação de acordo com o contexto em que se encaixa o artista e sua obra.
E no caso da coletânea de poemas “Sem Lugar” do poeta, professor de sociologia e pesquisador de movimentos sociais, vencedor do prêmio “Novos Autores Paraibanos”, e que também participou da antologia “Poemas Dispersos” (2006) da Coleção Literatura Clandestina, organizada por esse que agora escreve – clique aqui –, agradou-me a atenção ao quotidiano e ao efêmero, que convive com discretos apelos ao eterno (“Tenho 40 apesar dos 25 às vezes 70”); agradou-me a modulação coloquial (“Sua consciência sã, sua farmácia de Lexotan”) e o fôlego versificatório (“Pro-funda víscera morta”) e os “cacos de vidro andantes”, sabiamente pontuado, sobretudo por parênteses; agradou-me também a permanência de uma estrutura poemática (dissonantes), no entanto submetida a flutuações ou variações que sugerem a do curso dos dias, a escrita alusiva, sintética, sincopada e elíptica e agradou-me, sobretudo, a atitude dominante do poeta Spinelli na sua relação dialogante e orquestrada com as coisas, os homens (e as mulheres).
Este jovem poeta, que desde a publicação de “Des destinado” nos “Poemas Dispersos”, tinha-nos já surpreendido pela qualidade de suas linhas – e, tanto quanto nos lembramos, riscados para este livro, onde há aspectos a ter em linha de conta, pois “era hora de pagar a conta”. Seus poemas vivem de uma contraposição (“Pai sem dedo, mãe sem carne, filho que ninguém sabe”) – instalada no corpo íntimo de cada texto – entre o lado, passe a expressão, mais depuradamente poético (o conjunto de imagens que de imediato associamos a verdadeira e gratificante arte poética – lembre-se do gozo gostoso lá do terceiro parágrafo!) e um tom marcadamente coloquial com ancoragem no quotidiano (sejam lugares ou moradas, conhecidos ou desconhecidos, amigos ou amores, casas ou as suas memórias – “De mim ninguém conhece 1/5”.
Mas, de fato, dito de outra maneira, talvez mais escancaradamente esclarecedora: há em Spinelli um constante invocar da memória de pessoas ou coisas que se situa ou no plano do amor ou que enviam para o que figuramos ser a morte (“Eu carne de pescoço, carne e osso e osso e osso”) – adoro esses tipos de poemas.
E, diga-se em abono da verdade, sintomático este último excerto: o poema como que se suspende – a sua conclusão fica nas margens (sombras) dos versos ou do que aí podemos desejar ver (“Em todo santo lugar, sou derradeiro estrangeiro: cão clandestino que caga em jardins alheios”). Repare-se: a suspensão do poema é, por um lado, sinal de morte – mas pode ser, também, tão só o desejo de o retomar incessantemente seja pela possibilidade da escrita seja pela memória que aí quisermos instalar. Em suma, Spinelli é mais um dos vários talentos que estão saindo do casulo, tirando os escritos das gavetas e lançando livros. E que seja muito bem-vindo, pois como ele mesmo disse “poeta não tem de ser seda: que seja CRESPO; poeta não tem de ser sensível: que seja VIVO; poeta não tem de ser ancho: que seja SECO”. (“SEM LUGAR” de Vamberto Spinelli Júnior, poemas, 63 págs. João Pessoa, 2007 - Ed. Universitária UFPB).
fonte: E. Nascimento, O Rebate, 20/04/08

domingo, 25 de dezembro de 2011

LULA (EU ACHO) COMENDO LIVROS!

A figura dispensa apresentações. Mas, em 2010, essa foto surpreendeu o mundo. Grávido de emoção, o escritor Paulo Coelho decidiu dividir com o país o espanto causado pela cena: de óculos, caprichando na pose de professor e conferencista de Linguística, o então presidente Lula “examina” um livro. “A grande surpresa do dia fica por conta desta foto do Presidente Lula com ‘O Aleph’, meu novo livro”, avisou o Paulo Coelho pelo Twitter. Mas a imagem só não vale como prova de que Lula agora aprecia leituras por um detalhe que aparentemente escapou a Paulo Coelho: o olhar do presidente está estacionado na orelha. Talvez, algum dia, ele se anime a decifrar a letra do autor na dedicatória. Será que só ficou na orelha? Estacionou na dedicatória? Ou conseguiu chegar à primeira linha? Jamais se saberá se conseguiu. Tempos depois, começou a circular pela rede uma foto-montagem dessa mesma imagem, dessa vez tendo Lula com o mesmo livro de cabeça pra baixo. No meu entender essa montagem é a que mais diz coisas sobre o nosso “quirido prisidente”. “Tenho uma preguiça desgramada de andar em esteira e de ler livros”, disse o senhor Luiz Inácio Lula da Silva, discursando na abertura da "18º Bienal do Livro de São Paulo", em 15/4/2004.

MEMÓRIAS DE UM HEREGE COMPULSIVO

“O motivo pelo qual Deus me escolheu para escrever é porque sou um louco que, por vezes, eu mesmo acho que não existo. Pertenço apenas ao meu mundo.”
Por Elenilson Nascimento
Muito antes de publicar o meu primeiro livro “Palavras Faladas Fadadas Palavras” (editado de forma independente em 2002) eu já tinha ouvido vários outros autores dizerem que o romance e o conto estavam mortos, pois ninguém mais parece querer dar importância à literatura. Parece que a primeira morte teria sido anunciada ainda em 1880, não obstante, como todos sabem, Emily Dickinson, Proust, Joyce, Kafka, Henry James, o nosso Machado, Eça, Fernando Pessoa (um pouco mais tarde) – todos eles comentaram a mesma coisa.
Porém, o fato é que a televisão e as revistas de variedades engoliram a literatura como um novo “boom” orquestrado por muitos escritores e alguns editores. Mas o humor é uma tradição da inteligência (por isso a maioria de escritores no Brasil é tão séria). Uso a ironia e até o cinismo como forma de enfrentar a estupidez. Acho que a vida passou a ser puro treinamento. Os mamíferos mastigam lixo quase 24 horas por dia em frente à televisão e depois falam de liberdade, sensibilidade, justiça, amor e tantos outros conceitos que não compreendem.
Por isso mesmo, com orgulho, o meu novo livro “Memórias de um Herege Compulsivo” (*na gaveta desde 2006 e ignorado pela maioria das editoras), enfim, acaba de sair do forno, pois em meio a um elenco de desonestos, camuflados de honradez, de educadores falsificados, postulando o conhecimento dos incautos, precisamos mais do que nunca divulgar CULTURA. Mas precisamos de muita consciência política. Se não for assim, diremos que cada país tem os 509 anos que merece. “E a vida se encaminha para a sala dos martírios em que ninguém se revolta, se há um caos em sair deste script maldito e previsto por um diretor onipotente e onisciente que sabe que deixou para a humanidade a sua dor e a sua ira, já que o seu projeto de “amor” foi concebido e que acabou, por meio de nós, numa cruz, então todos pagamos porque pecamos em torno deste homem que sequer conhecemos – intuímos a sua presença porque o que nos resta, sem ela? O mal, mas o que é depois de tudo isso, o mal?”
“Memórias de um Herege Compulsivo” é um livro inquieto e demasiadamente desesperado. São 30 contos em 303 páginas. É o tipo de livro atípico. Alguns dos contos também já foram publicados em algumas antologias. Como é o caso de “Virgem por conveniência” (in Antologia de Contos de Autores Contemporâneos e também Contos Eróticos), “O homem que se espremia no traje da cor do mundo” (in Contos Fantásticos), “O dia em que a terra parou, no dia em que ele surtou”; “A perfeição é só uma ilusão de óptica” e também “O segredo” (todos os três, in Contos Perversos).
Outros, porém, são tão vivos que chegam a pulsar e pular das páginas, como é o caso de “Todo mundo amplia a paranóia que cria”, “Os ombros dos nossos escombros”, “Caos estreitos”, “Para onde olham os olhos de Terri Schiavo?” e “O menino que queria ser Waly Salomão” incluso na antologia Blog de Papel. Já o conto “O vendedor de picolé que amava Capitu” ganhou um prêmio de revelação em 2007 e já havia sido publicado através de um projeto cultural pela Petrobrás. O conto “O aliciador de Melissas” (já publicado na antologia Contos de Bordel) já me causou problemas em colégios em que dei aulas, como também gerou a ira e um certo desconforto em alguns seres membros da irmandade do politicamente correto. “Coração à deriva (Incidente de percurso)”, anteriormente publicado em um jornal do Rio de Janeiro e na antologia Amor Sem Fronteiras, é uma troca de carícias com o que eu acredito ser literatura, assim como “A insustentável frieza de ser constipador da vida alheia no jardim das folhas secas”, publicado na antologia O Livro Negro dos Vampiros.
Outros contos são usados para que eu possa me comunicar com o maior número possível de leitores, como é o caso de “Até não mais se ouvir falar de flores”, “Manifesto defensivo e contraditório”, “O inferno de todos nós”, “Uma história hiperbólica” e “O amor está no ar: terno, terrível e urgente” que foi anteriormente publicado na antologia O Tempo Não Apaga.
O conto “Oxente” é uma prestação de serviço aos leitores. Nem a mim, nem à posteridade ou aos críticos, mas tão somente aos leitores, em especial, aos leitores baianos: “Malditas letras que me pariram e que, ainda assim, não deixaram que as entrelinhas de uma propaganda da Coca-Cola barreassem e condicionassem o seu líquido preto a fundamentalidade da água tônica sem gás na Costa do Sauípe, como numa bagaceira de quinta. De toda forma, vou seguindo em frente e rezando no adro da Igreja da Conceição com aquelas frases escalafobéticas das missas dos domingos, só pra depois ter que arriar um barro num banheiro químico qualquer e limpar o traseiro com uma nota desvalorizada de real.”
Já em “Um escritor de sangue coagulado” manifesto a minha vergonha, como crítico contumaz, da política e da cultura brasileira. “As pessoas têm dificuldade de me situar politicamente. Minha matriz é de esquerda. Sempre fui um social-democrata. Mas a estupidez endêmica da esquerda desse país de “merda” me irrita. Os esquerdistas vão muito atrás do politicamente correto, que é conservador e vai contra a liberdade individual”.
Em “A teus pés” é uma linda história de amor entre uma garota normal e um marginal. Clichê talvez, mas ficou linda. Em “28 de dezembro” é um conto que usa elementos reais, tendo como pano de fundo a morte de Cássia Eller. Os “Cego num cubículo de pavões”, “O Zé do burro só queria a Bettie Page de presente de Natal” e “Liberal literário libertino libertário” finalizam o livro, mas não acaba a história desse que aqui escreve, pois talvez, agora, seja realmente o começo.
E exatamente como escrevi na apresentação do livro: “O motivo pelo qual Deus me escolheu para escrever é porque sou um louco que, por vezes, eu mesmo acho que não existo. Pertenço apenas ao meu mundo. Vivo muito do meu tempo em estudos de rostos cotidianos ou de atitudes mecanizadas da vida, sem, no entanto, jogá-los no universo das palavras ou conselhos alheatoriamente. Guardo para mim mesmo o que julgo ser o correto. Refugio-me no esconderijo da plena consciência, no castelo da memória em que as paredes avançam incansáveis, mas onde só eu habito. Neste sumiço de vislumbres, aspirações e desventuras que é a morte anunciada da literatura, à vista da história, da vida, sob olhar neutro dos coveiros, eis aqui um homem que ainda desconhece o que é a vida. E foi exatamente por isso que Ele me escolheu e disse: “FAÇA-SE A ESCRITA DE VERVE MALDITA”. E eu fiquei aqui com aquilo piscando.” Portanto, compre o livro e divirtam-se! (“MEMÓRIAS DE UM HEREGE COMPULSIVO”, de Elenilson Nascimento, 303 págs, Rio de Janeiro, 2009 – Clube dos Autores)

Vídeo-promo produzido por Daniel Matos para o meu novo livro "Memórias de um Herege Compulsivo".
+ CLIQUE AQUI e adquira o livro direto com a editora. AQUI e conheça o blog do livro. E baixe AQUI também o CD “Poemas de Mil Compassos Vol. 1”, com organização de Elenilson Nascimento e vários poemas recitados e muitos bônus tracks.
fotos: divulgação

sábado, 24 de dezembro de 2011

ANDRÉ COMENDO LIVROS!

O jornalista André L. M. Almeida, de Alagoinhas (BA), anda comendo o livro “Fragmentos”, de Marilyn Monroe. “Entre os trechos, existem alguns que falam de seu casamento com o escritor Arthur Miller. ‘Acho que não existe mais amor. Se eu olhar de perto, verei coisas que não quero ver: tensão, tristeza, desapontamento. Quando alguém quer ficar sozinho, como meu amor indica, o outro tem que se afastar’, diz. Em 1958 – quatro anos antes de sua morte – ela escreve: ‘Socorro, socorro, socorro. Sinto que a vida se aproxima quando o que eu mais quero é morrer’. Os escritos da maior sexy symbol de todos os tempos mostram que ela era uma ávida leitora. Gostava de Joyce e citava, em seu diário, Freud e John Milton. Os cadernos começaram quando ela tinha apenas 17 anos. Neles, também falou sobre sua carreira, mas sem muito ânimo. Como num trecho escrito na época de uma filmagem: ‘Estou cansada. Em busca de como interpretar meu papel. Toda minha vida sempre me deprimiu. Como posso interpretar uma garota alegre, jovem e cheia de esperança?’. Apesar de triste o livro é lindo!”

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OPERAÇÃO HURRICANE

“Operação Hurricane: um juiz no meio de um furacão cheio de perversidade, escândalo e mentiras.”

Neste livro impressionante, publicado pela Geração Editorial, o desembargador José Eduardo Carreira Alvim desmonta a farsa que o levou à prisão em 2007, revela os bastidores da Justiça brasileira, denuncia policiais, procuradores e juízes poderosos e clama por justiça.

Quatro anos depois de ter sido preso e desmoralizado injustamente, com transmissão direta pela Rede Globo, apesar do “segredo de justiça” da operação, o desembargador José Eduardo Carreira Alvim publica, o livro “Operação Hurricane – Um juiz no olho do furacão”, em que desmonta o que chama de farsa montada pela Polícia Federal – farsa aceita pela Justiça e pela mídia, o que o impediu de ser eleito presidente do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, e o levou à prisão e à aposentadoria antecipada.

Em relato claro, didático, detalhado e impressionante pelas revelações que desnudam os bastidores da Justiça brasileira, Carreira Alvim conta seu calvário, busca as razões de ter sido preso por crimes que não praticou, indaga por que seus direitos de magistrado não foram respeitados e denuncia ter sido vítima de uma conspiração odiosa, tramada por altas autoridades da justiça e da polícia. Estranhamente, seu processo está parado desde 2007 no Supremo Tribunal Federal – STF..

Ele foi preso sob a acusação – inverídica, segundo ele – de ter recebido pagamento para autorizar o funcionamento de casas de bingo no Rio de Janeiro e integrar uma quadrilha que beneficiava os donos das casas de jogo. Teve sua vida devassada pela Polícia Federal e pelo Fisco, mas nada contra ele foi encontrado. Apesar disso, foi afastado do Tribunal Regional Federal e aposentado.

DENÚNCIA COM TODOS OS NOMES - É com amargura que Carreira Alvim recorda as reportagens que descreviam sua prisão e as supostas causas dela. E, sem poupar nomes poderosos, denuncia:

“O detalhe que faltou nessas reportagens é que nada daquilo era verdade, mas fruto de uma armação, forjada pela Polícia Federal, sob o comando do delegado federal Ézio Vicene da Silva, numa investigação sob a tutela do então procurador-geral da República Antonio Fernando de Souza, e supervisionada pelo ministro Cezar Peluso, do Supremo Tribunal Federal, que, mais tarde, viria a relatar contra mim uma denúncia formulada pelo mesmo procurador-geral da República, convencendo o Plenário daquela augusta Corte de que havia sérios indícios de minha participação na quadrilha de bingos”.

Ele se orgulha de ter sido juiz e professor de Direito “com uma das maiores obras já produzidas individualmente por um escritor neste país” e de ser conhecido pela maioria dos ministros da Suprema Corte – mas isso de nada valeu quando as denúncias sobre ele se abateram.

“Fui alvo de um esquema dos mais perversos armados contra um ser humano pela Polícia Federal, estimulada pelo Ministério Público Federal; e autorizada pela Supremo Tribunal Federal, cujo principal objetivo era evitar que eu chegasse à presidência do Tribunal Federal da 2ª. Região e para não incomodar nessa função o Poder Público, que se considera muitas vezes acima da lei e da Constituição”, diz ele com todas as letras.

“Espero que o Supremo Tribunal Federal, em face de todos os esclarecimentos que faço, se debruce sobre as provas para descobrir a verdade, mandando fazer uma perícia sobre as conversas entre mim e meu genro por uma entidade neutra, que não seja o Instituto Nacional de Criminalística, que é um órgão da própria Polícia Federal e jamais vai comprometer a própria instituição”, afirma Carreira Alvim no livro.

O desembargador acrescenta: “Fui preso desnecessariamente e submetido a um escárnio igualmente desnecessário da mídia, que me julgou e me condenou por antecipação, antes mesmo de apurados os fatos, sendo libertado nove dias depois de encarcerado, sem que nenhuma nova diligência se mostrasse necessária, mas depois de ter sido um ator involuntário dos shows da Rede Globo e da mídia nacional por semanas inteiras”.

UM HOMEM DIGNO – Mineiro de Teixeiras, o desembargador J. E. Carreira Alvim não é somente um magistrado. Ele doutorou-se em Direito pela Universidade Federal de Minas Gerais, e, antes de ingressar na magistratura federal, no Rio de Janeiro, atuou no então Tribunal Federal de Recursos em Brasília, como procurador da República, no primeiro concurso público havido no País. Desde o início da sua vida forense, atuou como advogado, dedicando-se também ao magistério, lecionando Direito Processual Civil. Além disso, é autor de dezenas de obras jurídicas de grande aceitação pelos operadores do direito, como Teoria Geral do Processo, já na 14ª edição, e uma coleção em dezesseis volumes dos “Comentários ao Código de Processo Civil Brasileiro”.

Carreira Alvim está seguro de sua absolvição: “Eu tenho certeza de que a minha inocência será reconhecida, pois, como dizia o jurista Carlo Furno, ‘A verdade é como a água, ou é límpida ou não é água’, e, na medida em que o Supremo Tribunal Federal, por seus ministros, se debruçar sobre as provas com base nas quais fui preso e denunciado, reconhecerá a trama urdida contra mim e contra o próprio Poder Judiciário a que pertenço; mas ninguém, nem a Corte Suprema do meu país, será capaz de fazer desaparecer da minha alma a lembrança do que passei e, sobretudo, do que a minha família e os meus amigos passaram, por uma obra sórdida e maquiavélica por parte de quem deveria zelar pela segurança dos nossos direitos”.

DEZ CAPÍTULOS EXPLOSIVOS – “Operação Hurricane” está dividido em dez capítulos: 1. Quem é o desembargador Carreira Alvim; 2. Os reais motivos do furacão; 3. Do furacão à carceragem; 4. Os movimentos do furacão; 5. O deslocamento do furacão; 6. No olho do furacão; 7. De volta à vida; 8. Provas montadas pela Polícia Federal; 9. Os desdobramentos do furacão e 10. Anexo com peças importantes. (“OPERAÇÃO HURRICANE – Um juiz no olho do furacão”, de José Eduardo Carreira Alvim, 376 págs, Geração Editorial – 2011)

fotos: divulgação

fonte: Geração Editorial

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

ROSA NELMA COMENDO LIVROS!

A professora de Literatura e mestra em Gestão do Conhecimento, Rosa Nelma Seixas, de Salvador - BA, da família do Raul, entrevistada no LC aqui –, indica o livro de contos e crônicas “Diálogos Inesperados Sobre Dificuldades Domadas”, de Elenilson Nascimento e Anna Carvalho: “O livro que fez e faz a minha cabeça é "Diálogos inesperados sobre dificuldades domadas" (dos escritores Elenilson Nascimento e Anna Carvalho), pela escrita afiada, inteligente e hábil, que nos surpreende a cada capítulo. Suas mais de 20 histórias nos conduzem a essência da literatura, como se, fora dela, não houvesse outro mundo. E como disse Elenilson: ‘O homem necessita de poesia para enfrentar a realidade’.”

A FERA

"A Fera recria conto de fadas contra ditadura da beleza."

O conto de fadas "A Bela e a Fera", publicado originalmente no século XVIII e que sofreu várias adaptações até chegar à versão atual, ganhou uma roupagem estilosa no cinema, com o filme "A Fera", dirigido por Daniel Barnz. Se as várias alterações literárias ao longo dos anos conferiram à historieta o encantamento que ainda persiste no universo infantil, o mesmo não se pode dizer dos caminhos trilhados nesta nova versão cinematográfica.

"A Bela e a Fera" já havia sido adaptada com êxito para o cinema em 1946, no clássico de Jean Cocteau, e foi responsável pela primeira indicação de um desenho animado ao Oscar, na categoria de melhor filme, na produção homônima da Disney, que acabou levando duas estatuetas (trilha e canção original) em 1992.

Aqui, mesmo mantendo alguns elementos da história original - a maldição da bruxa e a busca do amor como antídoto para o encanto, por exemplo -, o máximo que se consegue é a caracterização de um personagem bizarro que, dependendo do lugar em que circule, nem será tão notado assim. Ao contrário, poderá até ser valorizado por suas extravagâncias.

Na atualização do conto de fadas, Kyle (Alex Pettyfer, de "Eu sou o número quatro") é um estudante arrogante, candidato ao centro acadêmico da escola, que valoriza a beleza física como plataforma eleitoral. Ou melhor, ele nem possui plataforma, apenas despreza explicitamente as pessoas que não se enquadram nos padrões de beleza de seu grupo. Ser bonito, para ele, é o que conta. É a chave para o sucesso.

E assim tem sido, tanto que ele vence a eleição, apesar da propaganda contrária feita por Kendra (Mary-Kate Olsen), uma moça enigmática, com fama de bruxa e o rosto marcado por cicatrizes, que ele não perde a oportunidade de ridicularizar. Durante uma festa, ao ser confrontado por Kendra, ela revela seus poderes mágicos e o transforma em um ser repugnante, desfigurando seu rosto e todo seu corpo com grossas cicatrizes com o formato de raízes. Para quebrar o encanto, ele terá de dar provas de humildade e conquistar o amor de uma mulher, mesmo sendo feio de doer.
Antes mesmo de ser enfeitiçado, ele estava interessado em Lindy (Vanessa Hudgens, de "High School Musical"), que concorria em outra chapa, mas ela não lhe dava bola. Ele teme que, se não for correspondido, permanecerá deformado para sempre. Resta saber se a bela garota de bom coração está disposta a beijar o sapo para quebrar o encanto. Mas esse já é outro conto de fadas.

fonte: Reuters

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

LIVROS PARA VIAGEM É O PRESENTE NO NATAL

“Essa é só para quem está em Salvador: a União Brasileira de Escritores distribui livros gratuitos nesse Natal!”A ação tem a finalidade de divulgar a literatura da Bahia e formar novos leitores. E nesta sexta-feira, 23/12, faltando apenas dois dias para o Natal, a União Brasileira de Escritores (UBE) – núcleo Bahia e o projeto “Fala Escritor”, promovem campanha de incentivo à leitura, intitulada “Presente para Viagem”, através de doação de livros gratuitamente, que serão distribuídos em três pontos estratégicos de Salvador: Aeroporto, Rodoviária e Terminal Marítimo de São Joaquim.

“O objetivo de escolher estes locais, visa aproveitar o momento em que as pessoas estarão com um tempo ocioso enquanto viajam, e lhe oferecer a oportunidade de ter um contato pessoal com o livro e a leitura”, afirma o jornalista Carlos Souza, coordenador da UBE e mentor da ideia.

A princípio serão distribuídos cerca de 300 livros, de diversos gêneros literários – contos, crônicas, poesia, romance, infantil... Sendo na sua maioria de autores baianos, entre eles estão: “Homem Nu Vestido de Afeto”, de Deomídio Macêdo; “A Centaura e a Esfinge”, de Jorge Carrano; “Memórias de um Herege Compulsivo”, de Elenilson Nascimento, e “Revolução Pessoal”, de Carlos Souza. Os livros para a campanha foram doados pelos próprios escritores da UBE e do Fala Escritor, além de instituições parceiras, como a Editora Ómnira; a Cogito Editora; o Instituto Amantes do Conhecimento, e a Diretoria do Livro e da Leitura da FPC.
“A finalidade da campanha é estimular o hábito da leitura, em um público que talvez não tenha o costume de receber e nem de oferecer livros de presente, além do mais, é uma chance de divulgar a literatura baiana, através de uma amostra grátis”, justifica Carlos Souza, acrescentado que “o é alvo é a formação de novos leitores”.

A psicóloga e escritora Morgana Gazel, que participará de um seminário realizado pela UBE, em abril de 2012, cujo título será: “O Poder de Transformação da Literatura”, apoia a ideia de presentear as pessoas com livros, por entender que o uso da literatura serve como instrumento de mutação interior. "Ler romances que encenam a real vivência humana, ainda que inserida em histórias fictícias ou mesmo fantásticas, produz efeitos benéficos em nossas mentes. Leia-os. E, se lhe causarem forte emoção, leia-os até a emoção se extinguir. Você estará curando algo dentro de si."

O escritor Valdeck Almeida de Jesus, que doou 40 livros para a distribuição, inclusive a sua principal obra, “Memórias do Inferno Brasileiro”, diz que se engajou nesta campanha de doação de livros em pleno Natal, porque acredita na ação da literatura como mediadora entre o sonho e a fantasia. “Viajar na leitura de um livro pode beneficiar e salvar muita gente. Doar um presente é se doar junto e doar um livro é entregar a chave da felicidade para o outro”, acredita o escritor. No site www.galinhapulando.com se pode encontrar outras criações de Valdeck.
Serviço:

O que: Campanha de incentivo à leitura, com distribuição de livros - Presente para Viagem

Onde: Aeroporto, Rodoviária e Terminal Marítimo de São Joaquim – Salvador Bahia

Quando: Dia 23 de dezembro (sexta-feira), a partir das 10h.

Distribuição: Gratuita

Informações: (71) 8122-7231

fonte: Jornal do Brasil

OS DEZ MANDAMENTOS PARA O SÉCULO XXI

"Savater analisa com elegância e ironia os ultrapassadíssimos “10 Mandamentos” divulgados por Moisés, os aproximado do ponto de vista do século XXI."
Por Elenilson Nascimento
Iniciei, tempos atrás, um debate pela comunidade LITERATURA CLANDESTINA (Orkut) só para falar sobre Deus e religião, e acabei ficando muito surpreso com algumas respostas autoritárias de alguns. Descobri – mesmo não querendo – que é muito complicado abrir um diálogo com qualquer tema polêmico e que talvez venha desagradar aos mais puritanos, mesmo assim, sei que tenho a obrigação de fazê-lo só para acabar com essa monopolização de informações e com essa mesquita de terror quando envolvemos questões de cunho religioso (preconceito) e/ou comum de todos. Porém, mesmo me fazendo de realista, até hoje eu fico surpreso com algumas pessoas que “se dizem muito esclarecidas”, pois são as primeiras a demonstrarem seus preconceitos burros. Estudantes de medicina – principalmente nos primeiros semestres – são as piores figuras. Às vezes não sei direito se algumas querem dizer: “não roubarás pai e mãe” ou “fornicarás nas festas” em seus discursos fabricados, muitas vezes, em bancos universitários. E este é justamente o tema central do livro “Os 10 Mandamentos Para o Século XXI” do filósofo agnóstico, autor e jornalista Fernando Savater (foto abaixo).
O CARA. Nascido em 1947 em San Sebastián, Savater formou-se em Filosofia. Durante um tempo foi catedrático de Ética, mas atualmente leciona Filosofia na Universidade Complutense de Madri e milita na iniciativa cidadã “Basta Ya”. Considerado um dos pensadores mais destacados da Espanha, Savater já teve publicado cerca de 50 livros, entre suas numerosas obras salientam-se “Ética Para Amadores” (1991), traduzido para 18 línguas.
Esse velhinho barbudo com cara de Papai Noel e muito simpático é conhecido como o Sartre espanhol e já foi até comparado a Salman Rushdie (*ainda vou tricotar comentários sobre os “Versos Satânicos” de Rushdie). Como escritor, recebeu em 1982 o Prêmio Nacional de Ensaio e o Prêmio Anagrama. Em 2000, ganhou o Prêmio Ortega y Gasset de jornalismo.
Mas Savater também se destaca no cenário político e foi condecorado, também em 2000, com o Prêmio Fernando Abril Martorell, por sua contribuição para a defesa e a difusão da liberdade, da tolerância e dos direitos humanos e com o prêmio Sajarov de Direitos Humanos, concedido pelo parlamento europeu, por sua luta contra a onda de terror imposta pelo grupo independentista basco ETA.
Infelizmente, toda essa visibilidade lhe rendeu, além das premiações, a condição de ter que andar somente acompanhado de uma escolta de seguranças. Nem por isso suas idéias deixaram de estar sempre marcadas por uma rebeldia reflexiva (coisa que eu sinto muita falta nos autores contemporâneos e nos meus colegas professores), pelo humor e pela fina ironia.
Porém, só o título do seu livro “Os 10 Mandamentos Para o Século XXI” bastaria para instigar qualquer pessoa inteligente a ler essa obra. Savater analisa com elegância e ironia os ultrapassadíssimos “10 Mandamentos” divulgados por Moisés, os aproximado do ponto de vista do século XXI. Sem afastar da realidade e sem esquecer as questões que nos interessam esta obra percorre as Dez Leis de Yahvé (*Deus) uma a uma, desde o "AMARÁS A DEUS SOBRE TODAS AS COISAS" até ao "NÃO COBIÇARÁS OS BENS ALHEIOS"; da sua explicação histórica e bem humorada, passando pela ambígua proibição de roubar ou o dever de honrar os progenitores.
Mas também achei cômico o capítulo sobre “NÃO DESEJARÁS A MULHER DO PROXÍMO”, pois o autor diz ser uma coisa muito antiquada. Nessas indagações Savater, com o seu profundo sentido de humor e também com mordacidade, oferece ao leitor uma reinterpretação audaciosa, polêmica, moderna e universal dos principais tabus e preocupações humanas, traçando um rico painel da história da crença, da religião e da própria humanidade num dos códigos morais e sociais mais antigos do mundo.
QUESTIONANDO SEMPRE. Se servir de alguma coisa, volto a lembrar que sempre questionei a existência desse Deus “assassino”, “monopolizado” e “tirano” das igrejas. O certo é que, por trás de toda essa superficialidade com que lidamos com este tema em nossos dias, a presença desse Deus faz parte das assombrações da humanidade há séculos. Os judeus que fugiram do Egito, por exemplo, estavam sempre imaginando de que maneira podiam se esquivar das ordens que emanavam dos tais 10 Mandamentos. E o que andamos fazendo hoje? “Não faltam estudos sérios que põem em dúvida a própria existência de Moisés e a veracidade de fatos como o Êxodo do Egito. Outros dizem que não existiu um Jesus (*e eu adoro essa versão do Cristo – ao lado – de Salvador Dalí) tal como chegou até os nossos dias, e sim que ele é a soma de situações criadas por diferentes homens chamados igualmente de Jesus (coisa que eu também acredito) – as quais foram fundidas numa única história para melhor compreensão do povo”, questiona Savater.
E embora isso pareça muito paradoxal, neste caso a verdade histórica não tem importância porque se trata da transmissão da suposta verdade divina à humanidade. E aquela história de aliança com Deus? Tratava-se de um Deus (piedoso?) que havia oferecido a um povo (escolhido?) um projeto em comum. Tudo isso baseado num acordo que os insignificantes mortais deveriam cumprir sem dar um pio, porque, do contrário, esse Deus ciumento e terrível lançaria as piores desgraças sobre eles. E isso é o que eu chamo de amar a sua criação!
CULTURA = HUMANIZAÇÃO. O autor afirma ainda que a cultura constitua, na verdade, um ingrediente essencial de humanização e que neste sentido a filosofia - ou qualquer outro ato de entendimento - nos ajuda a conviver com as nossas insolúveis interrogações e aflições. Liberdade, por tanto, seria autocontrole, porém os “representantes” de Deus deram a conhecer aos seus seguidores fanáticos qual seria a moldura do funcionamento social e quais seriam também as conseqüências para quem ultrapassasse essas fronteiras. Eu chamo isso de liberdade condicional. E a “coisa” deu mesmo certo porque hoje em dia é muito difícil conversar sobre religião com evangélicos fanáticos ou com os católicos cada vez mais alienados por esse tal de Rat(o)zinger ou, até mesmo, em simples comunidade pelo Orkut.
RELIGIÃO = ALIENAÇÃO = IDIOTIZAÇÃO. Lembro de uma vez em que uma atendente de uma locadora de vídeo que freqüento (evangélica por sinal) me ignorou só porque eu disse que detestei “A Paixão de Cristo” (foto ao lado) de Mel Gibson e que era humanamente impossível Jesus ter sofrido uma carnificina como aquela mostrada no filme. Mas, mesmo não gostando muito, prefiro desligar o botão STOP de convivência, pois os que falam em seu nome são uma verdadeira dor de cabeça – prova disso são alguns comentários (sempre que eu toco nesse assunto) que teimam em infestar a minha caixa de mensagens, feitos por esses “caiapós” (*aqueles que parecem com macacos), sempre nos sugerindo e ordenando o que temos de fazer de acordo com o nível de poder deles.
Savater explica que, para terem um funcionamento bem oleado, as sociedades modernas 'requerem eficientes virtudes' e deste modo os 10 Mandamentos, que estão solidamente inscritos no inconsciente coletivo, constituem sem dúvida o arquétipo de todas as funções de controle ideológico dos homens. Agora, já pensou se o Brasil fosse governado por um regime de fanáticos islâmicos ou aliado a Bin Laden? E o que dizer do Paquistão, país muçulmano e dono de seu próprio arsenal de armas nucleares – e tudo em nome de Deus.
Para explanar o perigo que a alienação religiosa provoca, a exemplo do jihadismo islâmico representa para o Paquistão, nada melhor que o confronto em Lal Masjid, ou Mesquita Vermelha (para quem não conhece: acho melhor começar a assistir telejornais todos os dias), que terminou com uma centena de mortos, segundo a Globo (ou o dobro de vítimas, segundo a versão da Band) e tudo em nome de Deus. O resultado é que persiste a falta de uma estratégia confiável para vencer a guerra ideológica entre a civilização e o fundamentalismo islâmico. Isso tudo é de dar calafrios. E viva a intolerância religiosa!
A FARSA DA IGREJA CATÓLICA. E o que você tem a dizer sobre o documento divulgado pelo Vaticano, onde o papa intolerante Bento Rat(o)zinger (ilustração ao lado) reforça um aspecto da doutrina católica? O tal documento reafirma a Igreja Caótica como a “única Igreja de Cristo”. Como se ele próprio tivesse passado um e-mail, um fax ou talvez tenha interpelado junto a CNN exigindo a propagação da “nova ordem”. Esse Bento Rat(o)zinger dificulta o diálogo desde que tomou conta do trono de São Pedro, mas bancar as madalenas enganadas não passa de jogo de cena dos cristãos e não-católicos. Como o próprio nome da Igreja expressa como ela sempre se enxergou melhor do que todas as outras.
A Igreja é Católica (palavra de origem grega que significa “universal”). Apostólica (fundada por Pedro e Paulo, herdeiros diretos da “verdade” de Jesus). E Romana (não há legitimidade cristão fora do âmbito papal). Mas pedante do que isso, só o Renan Calheiros e o ACM (agora morto). E depois vocês ainda vêem dizer que eu é que sou o autoritário. Me deixe, viu! Em suma, “Os 10 Mandamentos Para o Século XXI” de Fernando Savater é um livro essencial para quem quer entender como funciona essa manipulação de mentes. Com introduções nos inícios dos capítulos em que se dirige diretamente ao próprio Deus, tratando-o por você e às vezes recriminando-o, e ajudado pelas opiniões de um rabino (Isaac Sacca) e de um padre católico (Ariel Alvarez), que fornecem o contraponto às mordazes e agudas observações de Savater. E Deus nos mandou amá-lo sobre todas as coisas. Aí eu me pergunto e lhe pergunto também: você precisa que o amem tanto assim? Mas pelo menos eu comprei este livro por R$ 10,00 no balaio das Lojas Americanas. (“OS 10 MANDAMENTOS PARA O SÉCULO XXI”, de Fernando Savater, 225 págs. Rio de Janeiro, 2004 – Ediouro)
imagens: internet
fonte: LC, 25/07/08

sábado, 17 de dezembro de 2011

VICTOR COMENDO LIVROS!

O jovem empresário e radialista baiano Victor Lacerda – que já fez um texto lindo sobre a Zélia Gattai, foi responsável pelo lançamento do livro da Glória Pires em Salvador e é também um dos responsáveis pelo “Festival da Primavera de Morro de São Paulo” – indica o livro “Rádio - Veículo, História e a Técnica”, de Luiz Artur Ferraretto, onde o autor apresenta um estudo completo sobre o rádio. “Eu tenho paixão por este que é o mais popular veículo de comunicação brasileiro, o rádio. E, por isso, sempre que posso, procuro aprimorar meu conhecimento sobre tudo que acontece em uma emissora. Como faço parte da LK Comunicação e temos aqui o núcleo de assessoria de imprensa, me sinto na obrigação de ir além da mera utilização das emissoras de rádio, apenas como mais um veículo de comunicação. Defendo que é preciso entender cada detalhe para poder sentir como funciona e assim produzir excelentes sugestões de pautas e veicular notícias sobre nossos assessorados. Essa leitura meu auxiliou bastante no momento em que iniciei minha experiência em rádio, quando dividia a apresentação do programa ‘Na Frequência’, com Dina Rachid, atual apresentadora da Rádio Metrópole, na Rádio Cruzeiro. O livro mostra desde a história da radiodifusão e os detalhes da técnica de redação, edição reportagem, entrevista produção, apresentação e locução. Aconselho este livro à estudantes e profissionais da área de comunicação.”

Conheça mais o Victor: visite o seu perfil no Facebook, no Orkut e também o seu blog. Contato: victorlacerda.s@gmail.com

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

TRÊS CLÁSSICOS PARA VOCÊ BAIXAR

Desde que o homem estuda e valoriza as artes, a função da literatura tem sido bastante discutida. Para a conscientização dos leitores e melhor desenvolvimento do tema é pertinente a reafirmação da importância da literatura como instrumento de educação e formação do homem. O crítico Antonio Cândido escreveu que a literatura não corrompe nem edifica, mas humaniza em sentido profundo porque faz viver. E ainda afirmou:

A literatura pode formar; mas não segundo a pedagogia oficial. [...], ela age com o impacto indiscriminado da própria vida e educa com ela. Dado que a literatura ensina na medida em que atua com toda a sua gama, é artificial querer que ela funcione como os manuais de virtude e boa conduta. E a sociedade não pode senão escolher o que em cada momento lhe parece adaptado aos seus fins, pois mesmo as obras consideradas indispensáveis para a formação do moço trazem freqüentemente aquilo que as convenções desejariam banir [...]. É um dos meios por que o jovem entra em contato com realidades que se tenciona escamotear-lhe.”

E visto a importância da literatura como formadora do homem, ainda pela visão de Cândido, ela tem também a função social, que diz respeito à identificação do leitor e de seu universo vivencial representados na obra literária. Por isso mesmo, divulgamos e dividimos boa literatura para quem queira. Baixe esses três clássicos da Literatura universal:

>>> Dante Alighieri – A Divina Comédia <<<

>>> Franz Kafka – A Metamorfose <&lt;<

>>> Miguel de Cervantes – Dom Quixote <<<

Donwload: Blog da SuperInteressante

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

DI FREITAS COMENDO LIVROS!

O poeta, chefe de escoteiros e militar Di Freitas, que fez parte das antologias poéticas "Poemas de Mil Compassos" e "Educação e Diversidade/Respeito às Diferenças", e que recentemente também foi laureado com uma medalha “Ludio Martins Coelho” em homenagem aos membros da Segurança Publica de MS, indicou o livro “Memórias de um Herege Compulsivo”, de Elenilson Nascimento. “Educação falida, família desfeita, pedofilia e política são alguns dos assuntos abordados de forma clara e inteligente nas mais de 300 páginas do maravilhoso livro “Memórias de um Herege Compulsivo”, do escritor baiano Elenilson Nascimento. Na página 170, me deparei com “O aliciador de Melissas”, incrível! Coincidência perfeita com a minha poesia “Salve, salve a folia!”: “Da escória de um país que não sabe votar porque não sabe (e não quer) estudar, porque é analfabeto funcional, inoperante cultural, incompetente profissional e para termos, na verdade, condicionados a berrar quando o caso seja o caos da família brasileira, pois o Brasil já tem seus culpados: somos todos nós.”

Conheça mais o Di Freitas: visite o seu perfil no Facebook e também o seu blog particular e seu espaço no blog do livro. Contato: sid_neis@yahoo.com.br